Zonas climáticas locais e índices espectrais em Várzea Grande/MT: uma abordagem ao planejamento urbano
DOI:
https://doi.org/10.18607/ES20261520945Palavras-chave:
Climatologia. , Microclima., Urbanização.Resumo
O estudo da morfologia urbana e suas transformações é fundamental para compreender as mudanças na paisagem, especialmente no contexto da urbanização. Várzea Grande, que forma uma conurbação com Cuiabá, experimentou um crescimento populacional e alterações morfológicas nas últimas décadas, com temperaturas chegando a 40°C e índices de umidade em torno de 20%. A pesquisa teve como objetivo analisar as mudanças nas zonas climáticas locais e índices espectrais entre o ano de 2005 e 2020, período em que a população aumentou cerca de 26,64%. Foi realizada a classificação da morfologia urbana para os dois anos de estudo, revelando que, apesar do aumento da vegetação arbórea, algumas áreas, como as próximas à Macrozona Urbana, apresentaram diminuição da cobertura vegetal, enquanto a ocupação compacta e tipologias de construções baixas abertas, aumentaram. Com o auxílio de imagens do Landsat 5 e 8, foram calculados os índices NDVI e TST, mostrando que a temperatura média da superfície aumentou 2,74°C em 15 anos. Além disso, observou-se que áreas com menor cobertura vegetal apresentaram temperaturas mais altas. A classe LCZ 2, identificada apenas no ano de 2020, sugere uma possível tendência para o adensamento urbano, caso não sejam adotadas medidas para mitigar os impactos da urbanização. Os dados foram validados estatisticamente com análise de distribuição, variância e correlação, realizados em softwares como Geoda e Qgis.
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