O Corpo Insone (C.I.): do sono como dispositivo, da insônia como gestus

Autores

  • Potyguara Alencar dos Santos Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Piauí (PPPGAnt/UFPI) http://orcid.org/0000-0002-9965-958X
  • Carolline Rocha Parente de Pinho Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Piauí (PPPGAnt/UFPI)
  • Mônica da Silva Araújo Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Piauí (PPPGAnt/UFPI)

Resumo

No artigo, entremeamos o assunto dos “distúrbios do sono” entre dois paradigmas: aquele que escrutina as épistêmes médicas e suas ansiedades de época inspirado nas formulações foucaultianas e aquele de uma “antropologia subtrativa” que pense os gestus volitivos de “desparecer de si” dos Corpos Insones (C. I.). Quem são os formuladores contemporâneos das intervenções prático-concietuais contra o “problema da insônia”, e comos os próprios insones, desde seus mundos da vida em claro refletidos, leem a insistência noturna dos seus estados de vigília? O contraponto entre conhecimento médico e experiências sócio-subjetivas significadas é feito pela aproximação dos conteúdos técnicos produzidos pelos corpos clínicos do Laboratório do Sono da Universidade de São Paulo (Incor/USP) e do Instituto do Sono de um lado e, do outro, as expressões de três biografias que tentaram sigfnicar suas vivências de noites em claro ante o nosso coletivo de pesquisadores.

Biografia do Autor

Potyguara Alencar dos Santos, Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Piauí (PPPGAnt/UFPI)

Possui doutorado e mestrado em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UnB), empreendendo pesquisas recentes com concentrações temáticas e teóricas em antropologia da linguagem e das formas expressivas, da religião e da política, com atenção para o contexto da África Norte-saariana e do Egito urbano e rural contemporâneo; realidade a partir da qual seus interesses investigativos acercam os seguintes assuntos: expressividades e recitações político-religiosas do Baᶜd al-Thaūra (após-revolução), corpos de mártires (técnicas taxidérmicas e cultos adorativos do "corpo morto") e práticas político-devocionais contemporâneas do islām sunita e do cristianismo copta egípcio. Possui experiências de pesquisa sobre o tema das emergências étnicas no Nordeste brasileiro, além de projetos interessados pela constituição social e política das comunidades tradicionais costeiras cearenses (Costa Oeste) e dos "campos negros" das comunidades quilombolas da margem leste do rio Turiaçu, Maranhão (Territórios Quilombolas Mariano dos Campos, Vera Cruz e Imbiral). Foi secretário do Laboratório de Estudos da Globalização e do Desenvolvimento (LEG - UnB) e membro do Laboratório e Grupo de Estudos em Relações Interétnicas (LAGERI - UnB). Atualmente é pesquisador PNPD/Capes do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Piauí (PPGant/UFPI).

Carolline Rocha Parente de Pinho, Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Piauí (PPPGAnt/UFPI)

Possui graduação em Psicologia pela Faculdade Integral Diferencial-FACID (2016). Psicóloga no Centro de Atenção Psicossocial I (CAPS I-Miguel Alves-PI) desde 2016. Especialista em Docência do Ensino Superior (2016). Tem experiência na área de Psicologia Organizacional e do Trabalho, Psicologia Escolar, Psicologia Clínica, Psicologia da Saúde e Docência no Ensino Superior. É mestranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Pauí (PPPGAnt/UFPI).

Mônica da Silva Araújo, Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Piauí (PPPGAnt/UFPI)

Possui graduação em História pela Universidade Federal Fluminense (1998), mestrado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002) , doutorado em Antropologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional (PPGAS/UFRJ) (2011) e Pós-Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Paraíba. Possui experiência na área de História com ênfase em política, cultura, arte e socialismo. Na área de Antropologia desenvolve pesquisas relacionadas com as temáticas do corpo, deficiência física, esporte, gênero, emoção e sociabilidade. É pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Esporte e Sociedade (Nepess), além de ser editora da revista digital Esporte e Sociedade, pertencente a esse mesmo grupo de pesquisa. É professora Adjunta I do Departamento de Ciências Sociais (UFPI) e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGANT-UFPI).

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Publicado

2020-06-04

Edição

Seção

Dossiê Temático: Nos contornos do corpo e da saúde