“A dor e o incômodo são passageiros, mas o orgulho é eterno”: incitação e evitação da dor entre atletas de ultramaratona.

Isabel Siqueira

Resumo


Com o objetivo de analisar a experiência da dor entre atletas de ultramaratona, o artigo aborda significados da dor e estratégias para lidar com as sensações dolorosas a partir da análise de entrevistas com atletas de ultramaratona e pesquisa de campo em uma prova de ultramaratona de 235Km, no estado de Minas Gerais no ano de 2016.


Texto completo:

PDF

Referências


BIRO, D. Is There Such a Thing as Psychological Pain? and Why It Matters. Cult Med Psychiatry. 2010 Dec; 34(4): 658–667.

BOURDIEU, P. Questões de Sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983.

______.¬ Economia das trocas linguísticas. São Paulo: Edusp, 2008.

BOURKE, J. The Story of Pain: From Prayer to Painkillers. Oxford University Press, 2014.

CONRAD, P. The medicalization of society: on the transformation of human conditions into treatable disorders. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 2007.

CSORDAS, Thomas. Corpo/Significado/Cultura. Porto Alegre: EdUFRGS, 2008.

DUARTE, L F D. Da vida nervosa nas classes trabalhadoras urbanas. Rio de Janeiro. Jorge Zahar editora, 1986.

______. Investigação antropológica sobre doença, sofrimento e perturbação: uma introdução. In: ______. Doença, sofrimento, perturbação: perspectivas etnográficas. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1998.

______. O império dos sentidos: sensibilidade, sensualidade e sexualidade na cultura ocidental moderna. In: Maria Luiza Heilborn (org.) Sexualidade: o olhar das ciências sociais. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1999. P. 21-30.

______. A pulsão romântica e as ciências humanas no Ocidente. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 19 (55), 2004, p.5-18.

ELIAS N; DUNNING E. A Busca da Excitação. Lisboa: Difel, 1992.

FOUCAULT, M. Sobre a História da sexualidade. In: _____. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 2000. p. 243 – 27.

HANOLD, M. Beyond the marathon: (des)construction of female ultrarunning bodies. Sociology of Sport Journal, 2010, 27, 160-177.

HENNING, A. Run for Health: Health(icization), Supplements, and Doping in Non-Elite Road Running. 2014. 188f. Dissertação (Mestrado em Sociologia). City University of New York. Nova Iorque, 2014.

LE BRETON, D. Escarificações na adolescência; uma abordagem antropológica. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 16, n. 33, p. 25-40, jan./jun. 2010.

______. A Sociologia do Corpo. Rio de Janeiro: Vozes, 2010.

LUPTON, D. Corpos, prazeres e práticas do eu. Educação e Realidade 2000; 25(2) 15-48.

MAUSS, M. Sociologia e Antropologia. São Paulo: EDU/EDUSP, 1974. v. 2

MORAES, D; CASTIEL, L; RIBEIRO, A. “Não” para jovens bombados, “sim” para velhos empinados: o discurso sobre anabolizantes e saúde em artigos da área biomédica. Caderno Saúde Pública 2015; 31(6):1131-1140.

MøLLER, W. The doping devil. Helsinki: Books on Demand, 2008.

ORTEGA, F. "Da ascese à bio-ascese ou do corpo submetido à submissão do corpo". In: RAGO, M; ORLANDI, L. B. L; VEIGA-NETO, A. Imagens de Foucault e Deleuze: ressonâncias nietzchianas. Rio de Janeiro: DP&A, 2005, p.139 a 173.

SABINO, C; LUZ, M. Forma da dor e dor da forma: significado e função da dor física entre praticantes de bodybuilding em academias de musculação do Rio de Janeiro. Physis Revista de Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, 24[2]: 467-490, 2014.

VARGAS, E V. “Os corpos intensivos: sobre o estatuto social do consumo de drogas legais e ilegais”. In: DUARTE, L F D. Doença, sofrimento, perturbação: perspectivas etnográficas. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1998.

VILLAR, M. Desafiando Limites. Rio de Janeiro.

WACQUANT, L. Corpo e Alma ¬ Notas Etnográficas de um Aprendiz de Boxe. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Indexadores: