Paisagens sonoras na Angola Oitocentista
Dos relatos de viagem à interpretação contemporânea
DOI:
https://doi.org/10.22228/rtf.v19i1.1518Palavras-chave:
Paisagens sonoras, Literatura de viagem, AngolaResumo
Este artigo investiga como relatos de viagem de expedições portuguesas em Angola no século XIX podem ser mobilizados para reconstruir paisagens sonoras históricas e discutir sobre a importância da música e da musicalidade. A partir da análise textual e iconográfica das obras de Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens, analisamos as descrições e representações sobre a música e a dança observadas pelos exploradores portugueses. Argumentamos que estas fontes, ainda que atravessadas por relações coloniais e processos de tradução cultural, permitem a reconstrução de paisagens sonoras históricas e discutimos, ainda, a interpretação contemporânea de uma partitura de Capelo e Ivens em dois eventos em uma cidade em Portugal[1]. [1] Para cumprir com os requisitos para avaliação cega e as normas da revista, que exigem a ausência de indícios autorreferenciais, menções a projetos, pessoas e cidades específicas foram removidas desta versão do artigo.Referências
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