Ontologias indígenas para dar fim às pesquisas em educação como conhecemos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-80


Resumo

O texto propõe a articulação de duas movimentações metodológicas em pesquisas de doutorado em educação com grupos indígenas, essas movimentações propõem um deslocamento no modo de pensar o fazer científico em educação, especialmente no que diz respeito à investigação empírica, partindo de duas experiências de pesquisa. A primeira, analisa como se dá a negociação de um currículo indígena junto às experiências vivenciadas em diferentes momentos formativos no Curso de Formação de Professores Indígenas do Vale do Javari. A segunda, parte de etnografias fantasmáticas, junto às produções curriculares do povo Pataxó. Inspiradas pelas filosofias da diferença, essas investigações adotam uma postura autobiográfica e autobiofictícia insurgente, que resiste às generalizações impostas pelas metanarrativas. Na rasura de verdades universais, investem na singularidade das vivências, nos rastros dos encontros e nas margens da experiência. Em diálogo com a pergunta provocadora que orienta este dossiê: Afinal, como dar fim às pesquisas como conhecemos? O texto propõe pensar a pesquisa como gesto, travessia e experimentação.

Biografia do Autor

  • Adria Simone Duarte de Souza, Universidade do Estado do Amazonas

    [1] Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro PROPED/UERJ. Graduada em Pedagogia, Mestre em Educação pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Professora Adjunta da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), na graduação e no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGED/UEA). Atua como pesquisadora no grupo de estudos e pesquisas em “Educação Escolar Indígena e Etnografia" da Universidade do Estado do Amazonas, "Giros Curriculares: Cultura e Diferença" da Universidade do Estado do Rio de Janeiro- UERJ e no grupo de pesquisa "Kijetxawê: Currículo, Diferença e Formação de Professores - CNPq". É membro do GT de Currículo da Anped e da ABdC. Endereço eletrônico: asduarte@uea.edu.br

  • Paulo de Tássio Borges da Silva, Universidade Federal Fluminense (UFF)

    Mestre em Educação pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Mestre em Linguística e Línguas Indígenas pelo Museu Nacional (UFRJ) e Doutorado em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - ProPED/UERJ, no qual realizou o Pós-Doutorado com o projeto "Ficções de itinerários de pesquisa em Educação Escolar Indígena". É coordenador do grupo de pesquisa "Kijetxawê: Currículo, Diferença e Formação de Professores". Professor adjunto do Departamento de Educação (DED) da Universidade Federal Fluminense (UFF), professor permanente no Programa de Pós-Graduação em Ensino e Relações Étnico-raciais (PPGER/UFSB) e professor visitante no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). É Jovem Cientista do Nosso Estado da FAPERJ (2024-2027), membro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisas em Educação (ANPEd) e da Associação Brasileira de Currículo (ABdC).

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Publicado

13-07-2026

Edição

Seção

Dossiê Temático: Dar fim a pesquisa como conhecemos

Como Citar

Ontologias indígenas para dar fim às pesquisas em educação como conhecemos. (2026). Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 8(23). https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-80