Ontologias indígenas para dar fim às pesquisas em educação como conhecemos
DOI:
https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-80Resumo
O texto propõe a articulação de duas movimentações metodológicas em pesquisas de doutorado em educação com grupos indígenas, essas movimentações propõem um deslocamento no modo de pensar o fazer científico em educação, especialmente no que diz respeito à investigação empírica, partindo de duas experiências de pesquisa. A primeira, analisa como se dá a negociação de um currículo indígena junto às experiências vivenciadas em diferentes momentos formativos no Curso de Formação de Professores Indígenas do Vale do Javari. A segunda, parte de etnografias fantasmáticas, junto às produções curriculares do povo Pataxó. Inspiradas pelas filosofias da diferença, essas investigações adotam uma postura autobiográfica e autobiofictícia insurgente, que resiste às generalizações impostas pelas metanarrativas. Na rasura de verdades universais, investem na singularidade das vivências, nos rastros dos encontros e nas margens da experiência. Em diálogo com a pergunta provocadora que orienta este dossiê: Afinal, como dar fim às pesquisas como conhecemos? O texto propõe pensar a pesquisa como gesto, travessia e experimentação.
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