Sobre pontes e fronteiras: uma carta transfeminista à Gloria Anzaldúa
DOI:
https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-76Palavras-chave:
Cartas, Fronteiras, Transfeminismos, TransmasculinidadesResumo
Este artigo apresenta uma carta endereçada a Gloria Anzaldúa, fruto de uma pesquisa que cartografa as produções transfeministas das transmasculinidades no contexto brasileiro, enquanto, concomitantemente, as compõe. A escrita assume uma forma de encontros que se estabelecem no movimento de habitar entre-lugares, recusando os moldes normativos da produção acadêmica e propondo o contato e o movimento entre as fronteiras. O texto começa com a apresentação da carta e da escolha por um endereçamento situado, que tensiona as fronteiras entre o íntimo e o político, o artístico e o acadêmico. Em seguida, a própria carta se desdobra como um corpo-texto que lida com as implicações de pensar e viver em espaços limiares. Ao mesclar perguntas, cenas, lembranças, críticas e aforismos, o texto se engaja em relações que possibilitam um encontro afetivo e teórico. A carta propõe um diálogo entre feminismos e transfeminismos, a partir da sua relação com o conceito de “nova consciência mestiza” e alguns dos seus desdobramentos no cenário brasileiro.
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