Um cravo no meio de rosas:

vivências e experiências de um homem preto construído entre mulheres negras em movimento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/


Palavras-chave:

Autoetnografia, Interseccionalidade, Mulheres negras

Resumo

Este artigo tem por objetivo promover uma reflexão com e sobre minhas vivências, moldado e em movimento, em contextos teóricos, práticos e políticos, em prol da igualdade nas relações raciais e de gênero, tanto dentro quanto fora da universidade. Assim, este artigo faz uma discussão ampliada sobre os caminhos percorridos por um indivíduo preto retinto, desde a infância até a sua integração ao feminismo interseccional na idade adulta, dentro de uma dimensão colaborativa, e como iniciante na academia enquanto estudante do mestrado. O texto é parte da minha dissertação de mestrado apresentada a um Programa de Pós-graduação em Educação de uma universidade federal. Recorro aos recursos metodológicos da autoetnografia feminista negra para construir uma narrativa sobre o caminho aberto por ativistas negras, residentes num bairro de periferia em uma cidade no interior do estado de Minas Gerais, e sobre a minha constituição enquanto um homem negro, em diálogo e em movimento com essas mulheres. Essa construção do eu intersecionalizado pelos vieses de gênero, raça, classe e sexualidade reflete a atuação dessas mulheres que, atualmente, formam o núcleo do movimento negro local. Neste artigo, ouso apresentá-las e me coloco na posição de aprendiz, atuando junto ao movimento e enquanto pesquisador universitário sob orientação de uma docente preta. A partir desses encontros, que vão da militância à pesquisa, os caminhos se afunilaram nas percepções analíticas e políticas sobre questões raciais, de gênero, classe e sexualidade.

 

Biografia do Autor

  • Jaime Augusto de Jesus, Universidade Federal de Minas Gerais – UFV

    Mestre em educação (2024) UFV com foco gênero/raça /classe. Especialização em Estudos africanos e afrobrasileiros -PUC/Minas, Coordenação Pedagógica pela UFV. Graduado em Pedagogia pela UEMG(2004) Atuei como docente nos cursos Técnicos - Enfermagem, Segurança do Trabalho(2005), no curso de de Licenciatura em História- FAVAP (2008), com formação inicial de professores na UNIUB(2009). Atualmente atuo como Especialista em Educação Básica na Prefeitura Municipal de Ponte Nova- Minas Gerais.  Participação em duas bancas de heteroidentificação racial no colégio de aplicação da UFV- COLUNI.

  • Maria Simone Euclides, Universidade Federal de Viçosa – UFV

    Doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Possui mestrado em Extensão Rural e graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Pesquisadora afiliada à Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN) e ex-pesquisadora da Associação de Estudos Latino-Americanos (LASA) de 2019 a 2020. É integrante do Grupo de Pesquisa Centro Brasileiro, Latino-Americano e Caribenho de Estudos sobre Relações Raciais, Gênero e Movimentos Sociais (NBlac), credenciado pelo CNPq, e vinculada ao Grupo de Pesquisa em Educação, Gênero e Raça (EDUCAGERA) da Universidade Federal de Viçosa. Atualmente, atua como Professora Adjunta IV no Departamento de Educação, atuando no curso de graduação e no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da mesma instituição. É coordenadora do projeto de pesquisa "Presenças negras em programas de pós-graduações: emergências e agências na ciência brasileira", aprovado no edital 037/2022 da CAPES, Programa Alteridade na Pós - Graduação e coordenadora do Projeto de Extensão "Ação Afirmativa na Pós - Graduação". 

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Publicado

13-07-2026

Edição

Seção

Dossiê Temático: Dar fim a pesquisa como conhecemos

Como Citar

Um cravo no meio de rosas:: vivências e experiências de um homem preto construído entre mulheres negras em movimento. (2026). Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 8(23). https://doi.org/10.29327/