(Po)éticas de uma pesquisa em educação e arte:
um caderno de experimentações para cuidar da escrita.
DOI:
https://doi.org/10.29327/Palavras-chave:
Escrita acadêmica. Cura. (Po)éticas de pesquisa. Educação.Resumo
Irmãs de pesquisa, irmãs de guerrilha, de um mundo em ebulição. Como constituir um referencial teórico para uma pesquisa em um universo acadêmico que segue sustentado por um CIStema cisheteronormativo? À esta interrogação, nos colocamos a provocar e sacudir os modos como fomos ensinadas a produzir uma pesquisa e apresentamos as irmãs com quem escolhemos estar à mesa para produzir uma pesquisa que intenta sustentar uma escrita acadêmica que cure as feridas do trauma colonial que nos foi imposto bem antes de nossas existências. Para tanto, lançamos mão da beleza e da intencionalidade como pressupostos para a construção teórica de uma pesquisa, trazendo à cena a imagem das irmãs que nos acompanham, que permitem que existamos para além das outrezições que nos são impostas. Assim, assume-se uma política de escrita transfeminista, sustentada em um posicionamento ético-estético-político com a intimidade e a beleza que, por sua vez, sustenta um outro modo de pesquisar em educação. Desta maneira, lançamos mão de uma metodologia híbrida e ensaística e, inspiradas em Saidiya Hartman (2022), compomos o trabalho acadêmico a partir do belo de vidas negras, travestis, trans e lésbicas que em suas vidas rebeldes e radicais nos permitem o exercício de elaboração de objetos teórico-artísticos, como um caderno que é ao mesmo tempo pesquisa, belo, (po)ético, artístico e uma tecnologia de costura para uma produção de conhecimento implicada com a diversidade em sua radicalidade e com o diálogo entre educação e arte.
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