Decolonização e reflorestamento de metodologia como construção dos saberes das identidades étnicas, raciais e de gênero a partir de uma mulher negra, uma mulher indígena e uma bixa preta
DOI:
https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-74Palavras-chave:
Decolonização, Racismo, Reflorestamento metodólogico, SaberesResumo
Este artigo propõe o reflorestamento metodológico como prática de decolonização epistêmica e afirmação de saberes produzidos por sujeitos historicamente subalternizados. Ancorado em autores que são referências nas pesquisas das autoras e a partir das experiências de uma mulher negra, uma mulher indígena e uma bixa preta, psicólogas e pesquisadoras vinculadas ao Mestrado em Saúde da População Negra e Indígena, são descritas e analisadas metodologias como a Sociopoética, o Construcionismo Social e a Escrevivência que norteiam suas pesquisas de Mestrado. Trata-se de uma revisão teórica que retoma conceitos centrais que contribuirão para pensar práticas metodológicas decoloniais. Essas abordagens evidenciam a potência de metodologias situadas, comunitárias e politicamente implicadas, capazes de contrapor-se aos paradigmas eurocentrados de neutralidade e universalidade. As práticas metodológicas apresentadas reafirmam o compromisso com uma ciência situada, sensível e politicamente implicada, que valoriza as epistemologias ancestrais e coletivas como formas legítimas de produzir e compartilhar saberes, rompendo silenciamentos e possibilitando futuros epistemológicos plurais.
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