Decolonização e reflorestamento de metodologia como construção dos saberes das identidades étnicas, raciais e de gênero a partir de uma mulher negra, uma mulher indígena e uma bixa preta

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-74


Palavras-chave:

Decolonização, Racismo, Reflorestamento metodólogico, Saberes

Resumo

Este artigo propõe o reflorestamento metodológico como prática de decolonização epistêmica e afirmação de saberes produzidos por sujeitos historicamente subalternizados. Ancorado em autores que são referências nas pesquisas das autoras e a partir das experiências de uma mulher negra, uma mulher indígena e uma bixa preta, psicólogas e pesquisadoras vinculadas ao Mestrado em Saúde da População Negra e Indígena, são descritas e analisadas metodologias como a Sociopoética, o Construcionismo Social e a Escrevivência que norteiam suas pesquisas de Mestrado. Trata-se de uma revisão teórica que retoma conceitos centrais que contribuirão para pensar práticas metodológicas decoloniais. Essas abordagens evidenciam a potência de metodologias situadas, comunitárias e politicamente implicadas, capazes de contrapor-se aos paradigmas eurocentrados de neutralidade e universalidade. As práticas metodológicas apresentadas reafirmam o compromisso com uma ciência situada, sensível e politicamente implicada, que valoriza as epistemologias ancestrais e coletivas como formas legítimas de produzir e compartilhar saberes, rompendo silenciamentos e possibilitando futuros epistemológicos plurais.

Biografia do Autor

  • Aclaís Tainã Amaral Gomes Santos, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB

    Discente do Mestrado Profissional em Saúde da População Negra e Indígena da UFRB. Psicóloga CRP-03/16939. Graduada pela Faculdade Anísio Teixeira. Pós Graduada em Psicologia Social pela FAVENI, pós graduada em Psicopedagogia Institucional, Clínica e Hospitalar pelo Núcleo de Pós Graduação Gastão Guimarães e Pós Graduada em Saúde Mental pela Faculdade Anísio Teixeira. Atualmente se encontra como aluna regular no Mestrado Profissional Saúde da População Negra e Indígena na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Recebeu a Comenda Rainha Tereza de Benguela 2024 pela Associação Moviafro de Feira de Santana. É integrante do Grupo de Trabalho Psicologia e Relações Raciais (GTPRR) do CRP03 Subsede Sertão/Recôncavo. Integrante da Associação Moviafro de Feira de Santana e do Núcleo Moviafro de Mulheres Negras de Feira de Santana (NUMNEGRAS). Também é Integrante do Coletivo Conversas de uma Psicologia Preta. Áreas de Interesse: Psicologia, Saúde Mental da População Negra, Saúde mental das mulheres negras, mulheres negras, relações étnico-raciais, Repercussões do racismo nas subjetividades, Gênero, Psicologia Social, Sexualidades, Educação,Saúde Mental, Suicidologia, entre outros.

  • Itaynara Rodrigues Silva , Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB

    Psicóloga e mestranda em Saúde da População Negra e Indígena. Conselheira de Psicologia do XVII Plenário da Região 03/Bahia. Coordenadora do GT Psicologia e Povos Indígenas. Atuação na Educação Especial na perspectiva Inclusiva, Educação Escolar Indígena e Educação Quilombola. Experiência na área de Saúde Indígena pelo Distrito Especial Sanitário da Bahia-Dsei.

  • Isaac Marlon Vasconcelos do Nascimento , Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB

    Psicólogo, Pesquisador, Especialista em Psicologia Hospitalar e em Docência em Ciências da Saúde, Escritor, Professor Universitário na Unifacemp e na Fazag, mestrando em Saúde da População Negra e Indígena pela UFRB.

  • Maria Lidiany Tributino de Sousa, Universidade Federal da Paraíba – UFPB

    Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (2006), mestrado em Saúde da Família pela Universidade Federal do Ceará - Campus Sobral (2012), doutorado em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual do Ceará (2018) e doutorado sanduíche em Saúde Pública - Université de Montreal (2017). É professora da UFPB do curso de Psicologia, docente do Mestrado Acadêmico em Saúde Coletiva do IMS-UFBA e do Mestrado Profissional em Saúde da População Negra e Indígena da UFRB. Tem experiência na área de Saúde Coletiva com ênfase em Saúde da Família, Saúde Mental e Saúde Indígena. 

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Publicado

13-07-2026

Edição

Seção

Dossiê Temático: Dar fim a pesquisa como conhecemos

Como Citar

Decolonização e reflorestamento de metodologia como construção dos saberes das identidades étnicas, raciais e de gênero a partir de uma mulher negra, uma mulher indígena e uma bixa preta. (2026). Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 8(23). https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-74