Entre ruínas coloniais e fugas negras:
poéticas negras e intelectualidades negras subversivas criando mundos possíveis
DOI:
https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-78Palavras-chave:
Poéticas Negras. O Barco. Grada Kilomba. Educação antirracista. Intelectualidades subversivas.Resumo
Este artigo parte da experiência de mobilidade acadêmica no Programa de Desenvolvimento Institucional Acadêmico Abdias Nascimento, em Portugal, que tem como foco capacitar estudantes autodeclarados negros e indígenas, promovendo a igualdade racial e o combate ao racismo. Investigamos, neste trabalho, a presença das poéticas negras em Portugal e os modos de aquilombamento que são construídos e tensionados na sociedade portuguesa por meio de intelectualidades negras subversivas. Tomamos como dimensão de investigação as ruínas coloniais e as fugas negras, a partir da instalação O Barco/The Boat, da intelectual negra afro-portuguesa Grada Kilomba, como dimensão de análise para refletir sobre o racismo português e os modos de aquilombamento produzidos por pessoas negras dentro desses sítios coloniais, em processos de tensionamento mundano. Como objetivo geral, este artigo busca compreender os sentidos das poéticas negras em Portugal e seus modos de engajamento na efetivação de uma educação antirracista, bem como no processo de subjetivação negra, que resiste às condições impostas pelas estruturas coloniais e às nomeações lusotropicalistas. Como estrutura metodológica, partimos das investigações-vidas como movimento epistêmico que nos ajuda a expressar outras inscrições do sujeito, a partir do processo de rompimento colonial que é produzido.
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