A pesquisa para contestar as normatividades cisheterocoloniais:

notas cartográficas para um currículo franco com orgulho

Autores

  • Franklin Kaic Dutra-Pereira franklinkaic@gmail.com
    Universidade Federal da Paraíba https://orcid.org/0000-0003-4486-6124
  • Saimonton Tinôco saimonton.tinoco@academico.ufpb.br
    Professor e pesquisador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), orientador de mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFPB. https://orcid.org/0000-0003-4824-5421

DOI:

https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-73


Palavras-chave:

Currículo franco e com orgulho; Epistemologias da diferença; Pesquisa em educação.

Resumo

Este ensaio foi escrito com corpos atravessados e vozes que insistem. Por esses motivos, propõe um enfrentamento à pesquisa científica como a conhecemos, a partir da proposição do que nomeamos como currículo franco e com orgulho – práticas curriculares que não apenas contestam as normatividades cisheterocoloniais da/na educação, mas propõem reconfigurações radicais nos modos de ensinar, pesquisar e existir. Partindo de fabulações políticas, éticas, estéticas e poéticas, o texto afirma a pesquisa como território de sobrevivência e reexistência de corpos dissidentes – especialmente travestis e bichas – no interior de escolas e universidades que ainda sustentam formas sutis e explícitas de epistemicídio. Através da proposição de dez pistas cartográficas, discutimos acontecimentos do cotidiano que, ao invés de serem tratados como exceções, revelam-se como núcleo vivo de uma pesquisa que se escreve com a pele, com a raiva, com a memória e com o desejo. Ao final, insistimos que o fim da pesquisa como conhecemos não é a sua extinção, mas o prenúncio de um saber indisciplinado, fabuloso e radicalmente comprometido com a vida.

Biografia do Autor

  • Franklin Kaic Dutra-Pereira, Universidade Federal da Paraíba

    Doutor em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECM/UFRN). Licenciado em Química (CES/UFCG) e em Pedagogia (UNICSul). Pesquisa currículo, narrativas, conversas e invenções nas/das Ciências/Química na perspectiva da Educação antipatriarcal, anticolonialista a partir das pós-estruturas do conhecimento. Professor de Ensino de Química do CFP/UFRB. Líder do RESSONAR - Coletivo Universitário de Pesquisa em Representação Social, Narrativas [auto(bio)gráficas] e Cartografias Inventivas na Educação em Ciências. Membro do GEPPC/UFPB. "Adia o fim do mundo" e vive "sem medo de ser feliz" porque o "amanhã há de ser outro dia" chegou pois começamos a "brilhar como uma estrela". 

  • Saimonton Tinôco, Professor e pesquisador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), orientador de mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFPB.

    Antes de tudo: gente! Depois de tudo: doutor em educação especial, professor do ensino superior (graduação e pós-graduação) na UFPB e no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFCG, além de líder do COM-Fabulações: ateliê de pesquisas inventivas em Educação. Curioso por conhecer as questões da cognição e da subjetividade, comecei ensinando às crianças e, de uns anos de cá, me dedico exclusivamente à formação docente. Não trato a ciência como saber absoluto, por isso tenho me aproximado das artes, da filosofia e da psicanálise enquanto campos de estudo que dialogam com a educação. Pode parecer clichê, mas não custa lembrar: a vida é maior que o currículo Lattes! 

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Publicado

13-07-2026

Edição

Seção

Dossiê Temático: Dar fim a pesquisa como conhecemos

Como Citar

A pesquisa para contestar as normatividades cisheterocoloniais:: notas cartográficas para um currículo franco com orgulho. (2026). Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 8(23). https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-73