Mergulho oceânico no espelho d’água:

estranheza que desafia limites

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/


Palavras-chave:

Amor. Homossexualidade. Realismo.

Resumo

O presente artigo reflete sobre a relação entre Amaro e Aleixo, protagonistas de "O Bom-Crioulo", obra de Adolfo Caminha, questionando se essa ligação tem um pendor para o amor ou para a dinâmica de poder. A análise se fundamenta na complexidade das interações humanas, que ora busca a completude no outro, ora responde a circunstâncias sociais e históricas. Ao conectar literatura, contexto social do século XIX, filosofia e psicanálise, este artigo visa elucidar de que maneira a literatura desse período reflete e problematiza as dinâmicas entre amor e dominação, evidenciando a hipocrisia de uma sociedade em transformação e a luta pelo reconhecimento e pela identidade em suas múltiplas dimensões. Por meio da obra de Adolfo Caminha, podemos analisar as complexas dinâmicas sociais do Brasil do século XIX, destacando a luta por reconhecimento e igualdade em um momento de intensa transformação. A relevância de sua obra permanece atual, pois as questões que aborda continuam a ressoar nos debates contemporâneos sobre raça, sexualidade e direitos civis. 

Biografia do Autor

  • Willmann Silva Costa, UNIRIO

    Pós-doutorando no Programa de Pós-graduação em Memória Social pela UNIRIO. Mestre e Doutor em Psicanálise, Saúde e Sociedade pela Universidade Veiga de Almeida. MBA em Gestão empreendedora pela Universidade Federal Fluminense. Licenciado em Língua Portuguesa e Literatura pela Universidade Estácio de Sá. Foi gestor de escola pública, durante dez anos, dirigindo um projeto pioneiro em educação socioemocional e compõe o seleto grupo de professores da Estante Mágica, denominado Trio Mágico. Atualmente é assessor especial do secretário de educação do Município do Rio de Janeiro e exerce a vice-presidência do Conselho Municipal de Educação do Rio de Janeiro desde.

  • Francisco Ramos de Farias, UNIRIO

    Bacharel e Psicólogo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1978), Especialista em Psicologia Clínica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mestre em Psicologia, área Motivação e Aprendizagem pela Fundação Getúlio Vargas - RJ (1983) e Doutor em Psicologia, área Psicologia Cognitiva, pela Fundação Getúlio Vargas - RJ (1987). Pós-Doutorado pela Université de Paris - SHS Sorbonne (2022). Professor Visitante Université de Paris - SHS Sorbonne. Bolsista de Produtividade em Pesquisa 2. Atualmente é consultor Ad Hoc da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), Professor Titular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, do Departamento de Fundamentos da Educação e do Programa de Pós-Graduação em Memória Social. Consultor do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Assessor Científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

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Publicado

13-07-2026

Edição

Seção

Dossiê Temático: Dar fim a pesquisa como conhecemos

Como Citar

Mergulho oceânico no espelho d’água:: estranheza que desafia limites. (2026). Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 8(23). https://doi.org/10.29327/