Mergulho oceânico no espelho d’água:
estranheza que desafia limites
DOI:
https://doi.org/10.29327/2889312.8.23-3Palavras-chave:
Amor. Homossexualidade. Realismo.Resumo
O presente artigo reflete sobre a relação entre Amaro e Aleixo, protagonistas de "O Bom-Crioulo", obra de Adolfo Caminha, questionando se essa ligação tem um pendor para o amor ou para a dinâmica de poder. A análise se fundamenta na complexidade das interações humanas, que ora busca a completude no outro, ora responde a circunstâncias sociais e históricas. Ao conectar literatura, contexto social do século XIX, filosofia e psicanálise, este artigo visa elucidar de que maneira a literatura desse período reflete e problematiza as dinâmicas entre amor e dominação, evidenciando a hipocrisia de uma sociedade em transformação e a luta pelo reconhecimento e pela identidade em suas múltiplas dimensões. Por meio da obra de Adolfo Caminha, podemos analisar as complexas dinâmicas sociais do Brasil do século XIX, destacando a luta por reconhecimento e igualdade em um momento de intensa transformação. A relevância de sua obra permanece atual, pois as questões que aborda continuam a ressoar nos debates contemporâneos sobre raça, sexualidade e direitos civis.
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