Masculinidades e paternidades negras em Um limite entre nós
DOI:
10.31560/2595-3206.2022.16.13440Resumo
Considerando a importância da obra Um limite entre nós (2016) − no original, em inglês, Fences (1983) − de August Wilson (1945-2005) e o emergente e relevante campo teórico sobre as masculinidades e paternidades negras, objetiva-se, neste ensaio, analisar essa célebre peça de teatro norte americana a partir dos estudos supracitados. A peça está contextualizada no final dos anos 1950, e tem como protagonista Troy Maxson, um homem negro de meia-idade e patriarca de uma família negra que vive em uma cidade industrial urbana dos Estados Unidos. A partir disso, busca-se analisar a forma como o personagem se relaciona enquanto homem com sua esposa Rose e com Cory, seu filho, de modo a exercer sobre eles uma masculinidade patriarcal que reproduz padrões colonizadores, mas que não é capaz de fugir a subalternidade. Além disso, é interessante para este ensaio investigar como Troy se relaciona com a sua profissão de coletor de lixo domiciliar, e como o seu trabalho pode afetar na sua construção enquanto homem. Conclui-se que Troy Maxson é uma representação fictícia de muitas outras masculinidades reais e cotidianas que são subalternizadas por categorias de raça e classe numa estrutura que institui a masculinidade do homem branco padrão como hegemônica e normativa, em que para se fazer homem é preciso exercer opressões sobre outros indivíduos e grupos inferiorizados.
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