Entre memórias de infância e crianças legendárias: gênero, raça e sexualidade dos primeiros anos à cena de ballroom & vogue estadunidense
DOI:
https://doi.org/10.31560/2595-3206.2020.9.10468Resumo
O presente artigo propõe uma reflexão sobre a infância queer negra, abordando a produção de gênero, raça e sexualidade entre crianças. A partir da imersão em minhas próprias memórias como uma criança queer negra, relembro modos de experimentação e subversão de gênero e sexualidade, interseccionando com dinâmicas raciais entre corpos infantis. Na sequência, exponho brevemente o quadro teórico no qual o conceito de infância surgiu e se desenvolveu no Ocidente. Então, conecto a experiência da infância queer negra com a vivência do papel de “criança” (child) na cena de ballroom & vogue estadunidense, da qual faço parte como membro da House of Lauren. Mostro, assim, maneiras como a comunidade queer negra perturba os paradigmas brancos de infância. Essa última parte foi escrita em parceria com o doutorando, voguer e Overall Prince Don’Té Lauren (Cuauhtémoc Peranda).Downloads
Referências
ALEXANDRE, B.; SALGADO, R. Memórias de infância na escola pelo avesso do tracejado das normativas de gênero, sexualidade e desenvolvimento. Série-Estudos, Campo Grande, MS, v. 24, n. 52, p. 31-47, set./dez. 2019.
ARIÈS, P. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.
BAILEY, M. The Labor of Diaspora: Ballroom Culture and the Making of a Black Queer Community. Dissertação defendida nos departamentos de African American Studies and the Designated Emphasis & Women, Gender, and Sexuality. Berkeley, 2005.
BEEMYN, G. US History. In: Trans Bodies, Trans Selves: a resource for the transgender community. New York City : Oxford University Press, 2014.
BUTLER, J. Problemas de gênero: feminismo e subversão da linguagem. Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 2013.
CAVALLEIRO, Eliane dos Santos; GOMES, Jerusa Vieira. Do silêncio do lar ao silêncio escolar: racismo, preconceito e discriminação na educação infantil. 1998. Universidade de São Paulo, São Paulo, 1998.
FANON, F. Pele negra, máscaras brancas. Salvador : EDUFBA, 2008.
FOUCAULT, M. História da Sexualidade I: a vontade de saber. São Paulo : Paz e Terra, 2014.
FOUCAULT, M. “Outros espaços”. In: Estética: literature e pintura, música e cinema. org. Manoel Barros da Motta; trad. Inês Autran Dourado Barbosa. – 2.ed. – Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006. (Ditos e escritos III).
KILOMBA, G. A Máscara. Tradução de Jessica Oliveira de Jesus. Cadernos de Literatura em Tradução, n. 16.
PERANDA, C. The doing of vogue: lgbt black & latina/o ballroom subculture, voguing’s embodied fierceness, and the making of a quare world on stage. Dissertação defendida no Departamento de Comparative Studies in Race and Ethnicity, Stanford University, 2010.
PRECIADO, B. Quem defende a criança queer? Tradução: Fernanda Ferreira Marcondes Nogueira. n. 1 , jan-jun, 2013, ISSN 2317-4722, Viçosa –MG.
REGNAULT, C. Voguing and the house ballroom scene of New York City, 1989-92. London : Soul and Jazz Books, 2011.
WENETZ I, et al. As (des)construções de gênero e sexualidade no recreio escolar. Rev. Bras. Educ. Fís. Esporte, (São Paulo) 2013 Jan-Mar;27(1):117-28.
i
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Como Citar
Licença
Copyright (c) 2020 O autor detém os direitos autorais do texto e pode republicá-lo desde que a REBEH seja devidamente mencionada e citada como local original de publicação.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A submissão de trabalho(s) científico(s) original(is) pelas pessoas autoras, na qualidade de titulares do direito de autoria do(s) texto(s) enviado(s) ao periódico, nos termos da Lei 9.610/98, implica na cessão de direitos autorais de publicação impressa e/ou digital à Revista Brasileira de Estudos da Homocultura (REBEH), do(s) artigo(s) aprovado(s) para fins da publicação, em um único número da Revista, autorizando-se, ainda, que o(s) trabalho(s) científico(s) aprovado(s) seja(m) divulgado(s) gratuitamente, sem qualquer tipo de ressarcimento a título de direitos autorais, por meio do site da Revista, para fins de leitura, impressão e/ou download do arquivo do texto, a partir da data de aceitação para fins de publicação. Portanto, as pessoas autoras, ao procederem à submissão do(s) artigo(s) à Revista e, por conseguinte, à cessão gratuita dos direitos autorais relacionados ao trabalho científico enviado, têm plena ciência de que não serão remuneradas pela publicação de seu manuscrito no periódico, independentemente da seção.
A Revista encontra-se licenciada sob a Licença Creative Commons 4.0 Internacional, para fins de difusão do conhecimento científico, conforme indicado no sítio da publicação.
No ato da submissão de seus artigos à REBEH, as pessoas autoras automaticamente aceitam e concordam expressamente com os termos da licença, que se aplica a todos os manuscritos publicados por esta Revista.

