Políticas públicas e dissidências de gênero no Sistema Único de Saúde: percepções de mulheres transexuais e travestis sobre a implementação da Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais em Crato, Ceará
DOI:
https://doi.org/10.31560/2595-3206.2020.11.10441Resumo
A pesquisa da qual resultou este artigo teve como objetivo avaliar a implementação da Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais no município de Crato-CE. A política pública supracitada foi regulamentada em 2011 e busca promover a saúde integral desta população, eliminando a discriminação e o preconceito institucional e, ainda, contribuindo para a redução das desigualdades e a consolidação do Sistema Único de Saúde – SUS como universal, integral e equitativo. A investigação se caracteriza como um estudo de caso, a produção/coleta de dados se deu por meio de entrevistas em profundidade e o tratamento do corpus a partir da “análise do discurso do sujeito coletivo”. Sinteticamente, pode-se afirmar que a política pública não vem se concretizando de maneira eficiente no território, visto que além da realidade política e econômica que comprometem os serviços, o público é submetido a atendimentos constrangedores, tolhendo-o a oportunidade de desfrutar satisfatoriamente do SUS.
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