Ser uma psicanalista Lésbica: A historia de Dorothy Tiffany Burlingham, a "amiga de toda vida" de Anna Freud

Autores

DOI:

10.31560/2595-3206.2019.8.10175

Resumo

A partir da biografia de Anna Freud - escrita pela psicanalista Elisabeth Youg-Bruehl, em 1992 - e de registros de sua relação com Dorothy Tiffany Burlingham, este artigo se configura em uma criação narrativa que contém dados considerados “reais”, bem como dados considerados “ficcionais”, sobre a relação entre essas duas mulheres. Partindo da consideração de um lugar específico frente aos marcadores de gênero e orientação sexual, faço referência a Anna e Dorothy como as primeiras analistas lésbicas de quem temos registros na história da psicanálise para, então, pensar sobre se estes dois marcadores (mulher e lésbica) disparam ou não consequências, nuances, ações e reações no campo da teoria, da clínica, da formação e da transmissão em psicanálise. Tento, com essa fabulação, um diálogo com a história da psicanálise e com o dispositivo clínico na forma como o vivencio e interpreto, presentemente, na minha própria clínica e a partir desse lugar identitário específico que é “ ser uma psicanalista lésbica”.

Biografia do Autor

Ligia Maria Durski, Doutora em Psicologia Clínica / Teoria Psicanalítica pela Universidade de São Paulo (USP)

Psicanalista; Doutora em Psicologia Clínica / Teoria Psicanalítica pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP); Mestra em Psicologia Clínica / Teoria Psicanalítica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR); Psicóloga e Bacharela em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Pesquisadora externa do GILDA - Grupo Interdisciplinar em Linguagem, Diferença e Subjetivação (UFPR/CNPq).

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Publicado

2020-04-15

Edição

Seção

Dossiês Temáticos