LUCHAS EN LA EDUCACIÓN FÍSICA ESCOLAR
REFLEXIONES SOBRE FORMACIÓN DOCENTE, INCLUSIÓN Y LA ENSEÑANZA DEL JIU-JITSU
DOI:
https://doi.org/10.51283/rc.30.e20446Palabras clave:
Educación, Artes Marciales, Jiu Jitsu, Desportes de Combate, InclusiónResumen
Este es un estudio bibliográfico y cualitativo que busca analizar la producción científica sobre la enseñanza de los deportes de combate, centrándose en el Jiu-Jitsu en el ámbito de la Educación Física Escolar. Basado en las directrices de la Base Nacional Común Curricular (BNCC), el texto aborda las artes marciales como expresiones de una cultura corporal de movimiento, destacando su potencial educativo, social y ético. A pesar del reconocimiento institucional, la presencia de las luchas en las escuelas sigue siendo limitada y problemática debido a la falta de formación docente, de equipamientos e infraestructura, así como a los estereotipos de género que asocian estas prácticas con la violencia y la masculinidad. En este sentido, el Jiu-Jitsu puede considerarse una propuesta pedagógica alternativa, ya que promueve valores como el respeto, el autocontrol y la cooperación, orientados al desarrollo integral de los estudiantes, además de fomentar valores sociales como la ciudadanía y la convivencia pacífica. La revisión de la literatura muestra que la práctica del Jiu-Jitsu contribuye al desarrollo motor y cognitivo, así como a la madurez socioafectiva. Los docentes también destacan beneficios como la disciplina, el rendimiento académico y la inclusión social. Sin embargo, su implementación en las escuelas públicas brasileñas es todavía incipiente y enfrenta desafíos como la necesidad de inversión en formación continua, políticas públicas y adaptaciones metodológicas que permitan su enseñanza incluso en contextos con recursos limitados. Las experiencias reportadas demuestran que es posible incorporar las luchas a otros espacios curriculares mediante enfoques creativos, interdisciplinarios y críticos. Se infiere que enseñar Jiu-Jitsu en la educación física escolar puede ser una oportunidad para resignificar la práctica pedagógica, ampliando el repertorio cultural y corporal de los estudiantes. Al oponerse a visiones reduccionistas y promover una educación inclusiva, reflexiva y democrática, el Jiu-Jitsu reafirma el potencial de la Educación Física como elemento social transformador que forma ciudadanos.
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