LGBT TEM QUE TER UM CORPO DENTRO DE UM PADRÃO, PORQUE SE NÃO, ELE TEM A CARTEIRINHA NACIONAL DE HOMOSSEXUALIDADE CAÇADA”
SIMULACROS DE MASCULINIDADE E REGIMES DE RECONHECIMENTO ENTRE HOMENS GAYS
DOI:
https://doi.org/10.51283/r.30.e20276Palavras-chave:
Praticas Corporais, Gênero, Sexualidade, Representações SociaisResumo
Este estudo analisou os significados atribuídos às performatividades de gênero e às corporalidades demandadas de/por homens gays, em articulação com suas experiências e práticas corporais. Foram entrevistados 10 interlocutores, residentes de Porto Alegre e região metropolitana. No contexto das práticas corporais e esportivas entre homens gays, o corpo configura-se como um dispositivo central de regulação, reconhecimento e pertencimento. Os relatos dos interlocutores evidenciam que a busca pelo chamado “corpo ideal” encontra-se profundamente atravessada por experiências anteriores de violência, rejeição e invisibilização, operando como uma estratégia de validação social e de acesso a afetos. Contudo, esse mesmo movimento contribui para a manutenção de hierarquias internas e para a produção de novas formas de exclusão. As dinâmicas observadas sugerem que as práticas corporais e esportivas não apenas reiteram normas cisheteronormativas, mas também reatualizam desigualdades raciais e de classe no interior das próprias dissidências sexuais.
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