Juventudes e Cultura Periférica: Possibilidades para o ensino de Geografia

Autores/as

Palabras clave:

Cultura periférica, Jovens escolares, Práticas Espaciais, Base Nacional Comum Curricular, Geografia Escolar

Resumen

O artigo objetiva debater o potencial educativo e os saberes que circulam nos coletivos da cultura periférica, identificando temas que podem ser abordados como conteúdos na Geografia Escolar. Com base no entendimento de que a cultura periférica se apresenta como um espaço de educação não formal, no qual as juventudes são protagonistas e reivindicam o reconhecimento de que são agentes da transformação do espaço geográfico, pretende-se demonstrar as possibilidades de diálogo com os conteúdos trabalhados na educação formal, especificamente no ensino de Geografia. Assim, as barreiras entre esses espaços poderão ser rompidas, tornando o processo de ensino e aprendizagem mais significativos para as juventudes escolares. Os procedimentos metodológicos incluem trabalhos de campo em eventos da cultura periférica e o mapeamento de coletivos, além da seleção de raps e poesias que estabelecem interlocução com a Geografia. As proposições dialogam com as habilidades e competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), de modo a evidenciar a sua pertinência pedagógica. O texto está estruturado em três partes principais: a discussão da importância das práticas espaciais juvenis; o debate sobre os jovens escolares e a centralidade do ensino de Geografia; e a apresentação das possibilidades de utilização da cultura periférica. Conclui-se que, como conteúdo, a cultura periférica contribui para a abordagem das categorias, conceitos e temas relacionados ao espaço urbano; como ferramenta metodológica, possibilita a produção de raps e poesias como forma de construção do conhecimento geográfico; e, como recurso didático, os conteúdos das produções artísticas podem ser problematizados em sala de aula.

Biografía del autor/a

  • Ana Carolina dos Santos Marques, Universidade de Brasília

    Professora adjunta do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília (UnB). Doutora e mestra em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), Campus de Presidente Prudente. Licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Participa da Rede de Estudos sobre Juventudes e suas Práticas Espaciais (REJUPE).

Publicado

2026-10-16

Cómo citar

Juventudes e Cultura Periférica: Possibilidades para o ensino de Geografia. (2026). Revista Geoaraguaia, 16(2), 1-31. https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/22096