Juventudes e Cultura Periférica: Possibilidades para o ensino de Geografia
Palavras-chave:
Cultura periférica, Jovens escolares, Práticas Espaciais, Base Nacional Comum Curricular, Geografia EscolarResumo
O artigo objetiva debater o potencial educativo e os saberes que circulam nos coletivos da cultura periférica, identificando temas que podem ser abordados como conteúdos na Geografia Escolar. Com base no entendimento de que a cultura periférica se apresenta como um espaço de educação não formal, no qual as juventudes são protagonistas e reivindicam o reconhecimento de que são agentes da transformação do espaço geográfico, pretende-se demonstrar as possibilidades de diálogo com os conteúdos trabalhados na educação formal, especificamente no ensino de Geografia. Assim, as barreiras entre esses espaços poderão ser rompidas, tornando o processo de ensino e aprendizagem mais significativos para as juventudes escolares. Os procedimentos metodológicos incluem trabalhos de campo em eventos da cultura periférica e o mapeamento de coletivos, além da seleção de raps e poesias que estabelecem interlocução com a Geografia. As proposições dialogam com as habilidades e competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), de modo a evidenciar a sua pertinência pedagógica. O texto está estruturado em três partes principais: a discussão da importância das práticas espaciais juvenis; o debate sobre os jovens escolares e a centralidade do ensino de Geografia; e a apresentação das possibilidades de utilização da cultura periférica. Conclui-se que, como conteúdo, a cultura periférica contribui para a abordagem das categorias, conceitos e temas relacionados ao espaço urbano; como ferramenta metodológica, possibilita a produção de raps e poesias como forma de construção do conhecimento geográfico; e, como recurso didático, os conteúdos das produções artísticas podem ser problematizados em sala de aula.
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