https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/issue/feed Revista Geoaraguaia 2023-12-18T19:52:17+00:00 Revista Geoaraguaia geoaraguaiarevista@gmail.com Open Journal Systems <p>A <strong>Revista Geoaraguaia</strong> é um periódico eletrônico do curso de Geografia da UFMT/Araguaia, que publica trabalhos científicos nacionais e internacionais na área das ciências humanas, ambientais e afins. Suas publicações são semestrais e o peródico foi avaliado pela CAPES com a Qualis A3 na área Interdisciplinar.</p> <p><strong>ISSN: 2236-9716</strong></p> <p> </p> <p><strong>Chamada para Submissões de Artigos no Dossiê “Inclusão na Educação Geográfica: teorias e práticas” - prazo para submissões: 30.06.2024</strong></p> https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/16843 Há Geografias depois da crise 2023-12-14T17:56:41+00:00 Adão Francisco de Oliveira adaofrancisco@gmail.com <p>Este texto consiste na conferência de abertura do XV ENANPEGE – Encontro Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia, ocorrido na Universidade Federal do Tocantins no município de Palmas, entre os dias 09 e 13 de outubro de 2023. Na condição de presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (ANPEGE), esta conferência tem um caráter político e foi sucedida por outra, de caráter mais técnico-científico. A linha da abordagem utilizada foi a de realizar uma análise de conjuntura, situando o desenvolvimento da pós-graduação em Geografia no Brasil no contexto político e econômico recente, marcado por ataques à democracia, à ciência, à diversidade e às diferenças. O texto conclui reconhecendo o período atual, marcado por um governo que reestabelece os sentidos da civilidade, como sendo de reconstrução do Brasil, apelando aos geógrafos o seu engajamento neste processo.</p> 2023-12-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Adão Francisco de Oliveira https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/16527 Assessment of physics soil properties, landform and land use for mapping potential areas for groundwater recharge on the Mogi Guaçu river banks 2023-11-02T21:27:29+00:00 Gustavo Klinke Neto gus.klinke@gmail.com Anna Hoffmann Oliveira annahoffmann@ufscar.br Sueli Yoshinaga Pereira sueliyos@ige.unicamp.br <p>No Brasil, o Rio Mogi Guaçu está inserido em uma das províncias hidrogeológicas mais importantes, populosas e economicamente desenvolvidas. Embora essencial para a gestão sustentável da água doce, a análise de zonas de recarga de água é difícil, complexa, demorada e dispendiosa, porque requer informações adicionais sobre solos e a relação com a paisagem, precipitação e vegetação. Este estudo tem como objetivo desenvolver modelos de lógica fuzzy para zoneamento de áreas de recarga de água subterrânea em uma sub-bacia localizada às margens do Rio Mogi Guaçu. A variabilidade espacial dos atributos do solo foi determinada através da krigagem ordinária. Para a topografia foi considerado o Índice de Umidade Topográfica (TWI). A análise da cobertura vegetal foi representada pelo Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI). Foram gerados e testados modelos com 3 diferentes grupos de variáveis de entrada: 1 – índices de solo; 2 – índices de solo + TWI; 3 – índices de solo + TWI + NDVI. O desenvolvimento de modelos via lógica fuzzy com variáveis de entrada representando o solo, a paisagem e a vegetação foi o mais eficaz no complexo mapeamento da recarga, caracterizando de forma consistente a condutividade hidráulica saturada obtida em campo.</p> 2023-12-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Ms Gustavo Klinke Neto, Profa. Dra. ANNA HOFFMANN OLIVEIRA, Profa Dra Sueli Yoshinaga Pereira https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/16331 Avaliação da aprendizagem escolar com a utilização de recursos digitais: análise sobre o ensino da paisagem geográfica 2023-10-31T00:50:36+00:00 Micarla Silva de Azevedo silvamicarla14@gmail.com Halyson Almeida de Oliveira halysonalmeida1993@gmail.com Tânia Cristina Meira Garcia tania_cristina2005@yahoo.com.br Diego Salomão Candido de Oliveira Salvador diego.salomao.salvador@ufrn.br <p>A avaliação da aprendizagem escolar é um dos temas discutidos no âmbito educacional, efetuá-la no ensino de Geografia por intermédio de recursos digitais para o ensino de paisagem, é um desafio eminente. Dessa forma, este artigo tem por objetivo analisar os estudos sobre a avaliação da aprendizagem com a utilização de recursos digitais para o ensino da paisagem geográfica no Ensino Fundamental – Anos iniciais, a partir de um estado da arte com recorte temporal a contar de 2018. Metodologicamente, o estudo resulta de uma abordagem qualitativa, com pesquisa bibliográfica realizada a partir de um estado da arte, cujos resultados demonstram que os recursos digitais contribuem para o domínio conceitual e para o alcance de habilidades sobre a paisagem nos anos iniciais do Ensino Fundamental, no entanto, o mapeamento também apresenta como lacuna, a dissociação entre a avaliação e o processo de ensino e aprendizagem nos estudos que tratam da paisagem. Portanto, o mapeamento realizado possibilitou conhecer as contribuições dos estudos já publicados sobre o tema em tela, bem como o que ainda precisa ser ampliado nessas discussões.</p> 2023-12-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Micarla Silva de Azevedo, Halyson Almeida de Oliveira, Tânia Cristina Meira Garcia, Diego Salomão Candido de Oliveira Salvador https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/16187 O lugar e a cidade no ensino de Geografia: a percepção de estudantes de Guarantã do Norte – MT 2023-08-28T18:39:17+00:00 Sérgio Pereira sergiogta2007@hotmail.com Sônia Regina Romancini romancini.ufmt@gmail.com <p>O presente trabalho tem como objetivo promover uma reflexão sobre como tem sido a prática do ensino da cidade na disciplina de Geografia a partir da percepção dos estudantes do nono ano do Ensino Fundamental da Escola Estrelinha do Norte e do terceiro ano do Ensino Médio da Escola Estadual Albert Einstein, localizadas em Guarantã do Norte – MT. Pautados nos princípios da fenomenologia e fazendo uso de entrevistas estruturadas, buscamos analisar, de forma qualitativa, a percepção que os alunos possuem em relação a sua cidade, à disciplina de Geografia e a sua prática com foco nos lugares de vivências do estudante. Constatamos que os alunos identificam-se com a cidade e com a disciplina de Geografia, no entanto, apesar de serem estabelecidas referências entre as escalas global, nacional e local durante as aulas e a maioria dos discentes querer aprender mais sobre o seu município, as questões inerentes à cidade e aos lugares da cidade, não são protagonistas na prática das aulas de Geografia das escolas analisadas.</p> 2023-12-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Sérgio Pereira, Sônia Regina Romancini https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/15958 Vulnerabilidade socioambiental (IVSA) em Guarapuava/PR, abordagem metodológica na avaliação de riscos 2023-08-21T20:07:04+00:00 Everton Fernando Ribeiro Schroeder evertonfernando20@hotmail.com Glauco Nonose Negrão gnegrao@unicentro.br Elaiz Aparecida Mench Buffon eambuffon@gmail.com <p style="text-align: justify;"><a name="_Hlk138998862"></a>As políticas sociais correspondem a ações governamentais destinadas ao bem-estar da população em geral, com destaque às camadas mais vulneráveis da sociedade. <a name="_Hlk138998891"></a>O desenvolvimento de estudos específicos para essa área é primordial, uma vez que a implantação de medidas eficientes contribui para avanços na área social, reduzindo índices de desigualdade e pobreza extrema. Nesse sentido, o presente trabalho intentou compreender onde estão, como vivem e a que nível de exposição à vulnerabilidade socioambiental estão expostas as populações dos bairros periféricos de Guarapuava/PR. Desse modo, empreendemos uma revisão teórica acerca das temáticas políticas públicas e vulnerabilidade socioambiental, analisando, no caso brasileiro, o foco dado aos programas sociais em diferentes governos ano longo do tempo. No processo de seleção dos indicadores voltados à realidade de Guarapuava/PR, ponderamos o impacto dos mesmos nos dia-a-dia das populações estudada. A obtenção dos dados da pesquisa possibilitou estabelecer as pontuações obtidas por cada bairro e por consequência seu score no índice de vulnerabilidade socioambiental (IVSA), desse modo, debatemos os resultados, destacando os pontos que merecem atenção especial por parte da prefeitura municipal de Guarapuava/PR, bem como aqueles onde há boa cobertura de serviços públicos.</p> 2023-12-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Everton Fernando Ribeiro Schroeder, Glauco Nonose Negrão, Elaiz Aparecida Mench Buffon https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/15654 Elaboração da análise preliminar de risco de levantamentos topográficos 2023-07-20T12:36:25+00:00 Manuela Braga de Souza manuelabsouza@gmail.com Luis Felipe de Oliveira Foro felipeforo@outlook.com.br Nélison Nonato Carneiro Brasil nelisonbrasil@outlook.com.br Gustavo Francesco de Morais Dias gustavo.dias@ifpa.edu.br Sarah Brasil de Araújo de Miranda sarahbrasildam@gmail.com <p>Considerando que não existem normas regulamentadoras para as operações de topografia e que os levantamentos topográficos realizados nas aulas práticas do curso de Engenharia Cartográfica e de Agrimensura da Universidade Federal Rural da Amazônia não possuem&nbsp; uma Análise Preliminar de Riscos (APR) para as atividades em campo, objetivou-se identificar os riscos, para elaborar uma APR, bem como avaliar as soluções de prevenção, gerar o grau de risco das atividades, propor a escolha dos acessórios de segurança corretos e hábitos que permitam a diminuição dos riscos implicados nas atividades. Para tanto foi feito o acompanhamento de algumas aulas para identificar a exposição dos alunos e professores aos riscos inerentes ao desempenho de suas funções, para assim determinar a concepção de uma APR para as práticas de levantamento topográfico. Desse modo observou-se que a maioria dos agentes de risco na atividade possuem grau de risco 1 e 2 ou “Desprezível” e “Menor”, porém, ainda que difíceis de acontecer, existem riscos de grau 3 e 4 ou “Moderado” e “Sério” que necessitam ter preferência nas medidas de prevenção expostas na APR que foi implementada, o que permitiu concluir algumas medidas elementares, como vestimenta adequada para auxiliar na proteção contra os raios solares, exposição ao calor e insetos, hidratação contínua, protetor solar, óculos com proteção UV, uso de perneiras e repelentes, devem ter prevalência para reduzir os riscos.</p> 2023-12-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Manuela Braga de Souza; Luis Felipe de Oliveira Foro; Nélison Nonato Carneiro Brasil, Gustavo Francesco de Morais Dias, Sarah Brasil de Araújo de Miranda https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/15421 Relações entre ações antrópicas e taxas de turbidez na bacia Hidrográfica do Rio Maracujá, Amarantina-MG 2023-05-03T18:56:56+00:00 Gabriel Roque da Silva gabrielroquesilva@hotmail.com Alex de Carvalho alex.carvalho@ifmg.edu.br <p>As atividades humanas constituem um fator que condiciona a redução da infiltração de água no solo e, consequentemente, o aumento do fluxo superficial. Esses fatores desestabilizam as encostas e favorecem os processos de erosão do solo, atribuindo maior carga sedimentar nos fluxos de água dos canais, refletindo no aumento das taxas de turbidez. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho é discutir os efeitos das atividades antrópicas na dinâmica hidrossedimentológica dos canais do Córrego do Barreiro e do Rio Maracujá no Distrito de Amarantina, em Ouro Preto, Minas Gerais, através da avaliação da turbidez. Este tema é bastante importante porque a ocupação humana em Cachoeira do Campo, Amarantina e Santo Antônio do Leite tem feito com que o solo seja cada vez mais usado, a cobertura vegetal retirada, possibilitando a intensificação dos processos erosivos e mudanças bruscas na topografia local. A metodologia utilizada consistiu no monitoramento das taxas de turbidez na estação seca e na estação chuvosa e no mapeamento do uso e ocupação do solo na área investigada. Foi observado que a área conta com vasta área de pastagem e manchas de solo exposto, o que contribui para o fornecimento de sedimentos aos cursos d’água. As taxas de turbidez variaram ao longo do período, cujos valores podem ser associados tanto às condições do uso e cobertura do solo, como da relação dessas condições com as precipitações que ocorreram. O lançamento de efluentes domésticos é outro fator que deve ter impactado os valores de turbidez verificados principalmente na estação seca.</p> 2023-12-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Gabriel Roque da Silva, Alex de Carvalho https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/15112 Percepção dos agricultores sobre a importância das áreas de conservação e das práticas agroecológicas no semiárido. Brasil 2023-05-06T01:38:55+00:00 Micilene Silva de Brito micilenearaujo314@gmail.com Joedla Rodrigues de Lima joedlalima@yahoo.com.br João Batista Alves alvesjb@uol.com.br <p>Nas últimas décadas, diante da constatação da gravidade e irreversibilidade de alguns impactos sobre o meio ambiente, foram criadas legalmente Unidades de Conservação Ambiental, Áreas de Reserva Legal e Áreas de Proteção Ambiental, visando manter o equilíbrio dos ecossistemas. Este trabalho objetiva identificar a percepção sobre a importância de Área de Conservação Ambiental e a dinâmica de produção primária em comunidade rural residente em área fronteiriça à Reserva Particular do Patrimônio Natural “Fazenda Almas” em região semiárida, Brasil. A metodologia é de caráter descritivo e exploratório. A pesquisa foi construída com informações sobre as práticas agropecuárias e silviculturais no entorno da fazenda, na comunidade Serra Pelada-PB, com 33 famílias residentes. As comunidades desenvolvem a prática de colocar o rebanho para se alimentar dos restos culturais dos plantios temporários. O nível de entendimento sobre a relação com a natureza se insere na visão globalizante. Os proprietários das terras reconhecem que a vegetação de caatinga está degradada, a importância de preservar a natureza e que a RPPN, fazenda Almas, melhora sua qualidade de vida em termos ambientais, mas também opinaram que a área da reserva tem potencial para ser utilizada para atividades agrícola e pecuária.&nbsp; As maiores dificuldades que enfrentam não se relacionam à aceitação desta área de preservação, mas às fortes limitações das suas práticas agropecuárias, que redundam em baixo rendimento econômico.</p> 2023-12-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Micilene Silva de Brito, Joedla Rodrigues de Lima, João Batista Alves https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/16517 Modificações no uso e ocupação do solo e caracterização fisiográfica da sub-bacia hidrográfica do canal das Tintas, Paulista/PE 2023-11-22T14:26:49+00:00 Amaury Gouveia Pessoa Neto agpn@poli.br Larissa de Sá Menezes menelarissa@gmail.com José Danilo da Conceição Santos jose.danilo@ufpe.br Antonio Carlos da Paz Rocha antoniocprocha83@gmail.com <p>O município de Paulista, que faz parte da Região Metropolitana do Recife, vem passando por diversas alterações nos seus aspectos ambientais. A expansão urbana desse município ocorreu, em grande parte, de forma desordenada e afetou a dinâmica de suas bacias hidrográficas. Este trabalho tem como escopo analisar as mudanças decorrentes desse crescimento urbano sobre a sub-bacia do Canal das Tintas – afluente da margem direita do Rio Paratibe, principal rio do município. A região da sub-bacia do Canal das Tintas vem sofrendo diversos impactos nas últimas décadas, devido, principalmente, à expansão do centro comercial e dos condomínios residenciais, os quais abrangem localidades do município de Paulista como, os bairros do Centro, Nobre, Jaguaribe, Jardim Paulista Baixo e Artur Lundgren I. Enchentes e alagamentos se tornaram frequentes nos últimos anos, e se faz necessário entender as causas da recorrência desses fenômenos. Para isso, foram analisados parâmetros morfométricos para obtenção de informações a respeito da dinâmica hidrogeomorfológica do Canal, assim como foi realizada uma análise sobre modificações de uso e ocupação da terra durante um espaço temporal de três décadas, a qual também contribui na compreensão dos impactos antrópicos sobre a dinâmica fluvial da bacia. A partir das análises morfométricas, constatou-se que a sub-bacia não é susceptível a alagamentos/enchentes, sendo este resultado do uso e ocupação do solo desenfreados em décadas passadas e intensificadas recentemente pela expansão imobiliária.</p> 2023-12-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Amaury Gouveia Pessoa Neto, Larissa de Sá Menezes, José Danilo da Conceição Santos, Antonio Carlos da Paz Rocha https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/16191 Uso e ocupação do solo em Área de Preservação Permanente (APP) no município de Vacaria/RS 2023-08-24T18:33:23+00:00 Eléia Righi eleia-righi@uergs.edu.br Mariana Suzin Frozi mariana.susin@hotmail.com Bruna Bento Drawanz bruna-drawanz@uergs.edu.br Clódis de Oliveira Andrades Filho clodisfilho@gmail.com <p class="ResumoAbstracttexto"><span lang="EN-GB">As discussões, o conhecimento e as ações sobre a conservação dos remanescentes florestais e a restauração de ambientes degradados em Área de Preservação Permanente (APP) têm aumentado em todo o mundo. Neste sentido, este trabalho teve como objetivo realizar uma análise ambiental do uso e ocupação do solo em Área de Preservação Permanente, conforme a Lei 12.651/2012, no município de Vacaria / RS. Em relação a metodologia foram usadas áreas de preservação permanente dos recursos hídricos e geomorfologia (declividade). Alguns dados, como as nascentes do município e o tamanho das propriedades, foram obtidas no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural. Neste sentido, verifica-se que muitas APP têm sido transformadas e ocupadas, gerando prejuízos ambientais e sociais. A soma de áreas de APP neste estudo totalizaram 21.815,79 hectares, incluindo nascentes, recursos hídricos e declividade. Assim, comparando com a área total do município, temos um total de aproximadamente 10% de APP. Existem impactos verificados tanto nos meios urbano e rural, em um total de 56% das APP. Estas áreas, são de extrema importância, pois propiciam a manutenção ciliar, equilíbrio hídrico, ecológico e edáfico, como também são de vital importância para a formação de corredores de vegetação que possam vir a unir os fragmentos florestais ao longo do território. Conclui-se então, que é fundamental que sejam adotadas políticas e regulamentações adequadas para o uso e ocupação das APP em Vacaria-RS, com o objetivo de minimizar os impactos negativos principalmente das áreas agrícolas.</span></p> 2023-12-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Eléia Righi, Mariana Suzin Frozi, Bruna Bento Drawanz https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/16047 Geografia nas chulas do samba de roda do Grupo Pinote em Serrolândia-BA: reflexões e práticas 2023-11-01T18:03:18+00:00 Adelvan Ferreira Santos adelvan19@gmail.com Ivaneide Silva dos Santos neidinhaserrolandia@gmail.com <p>Este artigo apresenta reflexões sobre a presença da geografia entre versos e canções nas chulas dos sambas de roda do Grupo Pinote, de Serrolândia-Bahia. Uma análise referente ao uso da linguagem musical e cultura popular enquanto recurso didático nas aulas de geografia. A problemática do trabalho girou em torna da pergunta: Como a geografia aparece nas letras das chulas do samba do Grupo Pinote em Serrolândia- Bahia e quais as possibilidades pedagógicas de utilizar estas canções na apreensão de temas e conceitos geográficos? A pesquisa é de cunho qualitativo com base bibliográfica e de análise de conteúdo, através de estudos e interpretações das letras dos sambas chulas do referido grupo. Os resultados da pesquisa revelam que as letras das chulas do samba de roda do Grupo Pinote de Serrolândia, podem contribuir para análises geográficas em diferentes escalas, partindo do local para o global, correlacionando os fenômenos que estão presentes no cotidiano dos sujeitos em diferentes espaços formativos e modalidades de ensino, de modo a promover uma educação geográfica significativa.</p> 2023-12-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Adelvan Ferreira Santos, Ivaneide Silva dos Santos https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/15955 Processo de ocupação e restauração de uma área úmida urbana: aplicação do conceito de território hidrossocial em micro escala 2023-08-04T16:38:14+00:00 Daniela Figueiredo dani_figueiredo@uol.com.br Selma de Souza Nunes NUNES selmanfloras@yahoo.com.br Rafael De Paes rafael.paes@ufmt.br <p>O presente estudo analisou o processo de ocupação e restauração ambiental de uma área úmida urbana degradada (micro escala), localizada na Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, que abrange a capital de Mato Grosso (Brasil). O histórico de ocupação da área úmida urbana (Lagoa do Jacaré), as características ambientais, os agentes sociais, a infraestrutura de saneamento e as relações políticas e de percepção de pertencimento dos grupos sociais envolvidos foram integrados, tendo como ferramenta analítica o conceito de <em>território hidrossocial</em>. Trata-se de uma pesquisa exploratória e empírica, onde foram empregadas entrevistas e observação participante, em reuniões da comunidade e no grupo de mídia social, além de pesquisa bibliográfica e documental. Os resultados permitiram a identificação de diferentes fases do processo de ocupação do local, de 1970-2023. Dos entrevistados, 20% vive no local há mais de 33 anos; e todos sabem das condições de saneamento precárias e da importância da Lagoa. O processo de degradação ambiental da lagoa reflete as condições históricas e políticas do modelo de ocupação, resultando em injustiças ambientais. As relações políticas são hierarquizadas e centralizadas no poder público local. O conceito de território hidrossocial pode ser aplicado em micro escala, permitindo identificar diferentes dimensões hidrossociais, como reflexo da macro escala. O modo de interação da comunidade, com forte sentimento de pertencimento ao território, vem influenciando no processo de mobilização e motivação da comunidade para a melhoria das condições ambientais e alcance da restauração ambiental, apesar da pouca cultura de participação social.</p> 2023-12-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Daniela Maimoni de Figueiredo, Selma de Souza Nunes, Rafael Pedrollo de Paes https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/15565 Modelagem espacial da vulnerabilidade à inundação no município de Marabá-PA via lógica Fuzzy 2023-11-16T12:33:01+00:00 Paulo Eduardo Bezerra pauloeduardoea@gmail.com Francisco Pessoa fclpessoa@ufpa.br David Ferreira Filho davydferreira@gmail.com <p>O evento de inundação é o que mais afeta pessoas em todo o mundo e vem aumentando consideravelmente no Brasil, principalmente em áreas urbanas. Esse fenômeno causa danos imediatos ao meio ambiente, bem como atinge diretamente a população, independente da sua condição social e econômica. De acordo com o Atlas Brasileiro de Desastres Naturais, o estado do Pará apresentou 256 ocorrências de inundação no período de 1991 a 2012. Logo, o objetivo desta pesquisa é mapear áreas suscetíveis à inundação utilizando nove variáveis de entrada - altitude, curvatura, declividade, SPI, TWI, distâncias dos rios, pedologia, precipitação e uso e cobertura do solo - por meio da Lógica Fuzzy e técnicas de geoprocessamento nos períodos de maiores e menores precipitação. A escolha da área de estudo se deve ao fato de Marabá ser o município que apresentou o maior número de ocorrências de inundações no estado do Pará e também devido a poucas informações e estudos sobre o meio físico a temas relacionados à inundação na região amazônica. Os resultados encontrados mostraram que a maior parte da vulnerabilidade à inundação está localizada na área urbana do território em estudo, correspondendo a 1011,69 km², no período de maior precipitação. Portanto, o mapa de vulnerabilidade à inundação pode ser utilizado pelos órgãos públicos com uma ferramenta de gestão ambiental e no auxílio na tomada de decisão com a finalidade de minimizar os impactos econômicos e sociais.</p> 2023-12-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Paulo Eduardo Bezerra, Francisco Pessoa, David Ferreira Filho https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/15286 Dinâmica espacial das inundações periódicas do rio Cauamé na área de expansão urbana da cidade de Boa Vista, Roraima 2023-05-05T17:26:06+00:00 Paulo Barni pebarni@uerr.edu.br Robson Oliveira de Souza de Souza robson.oliveirarr@uerr.edu.br Lúcio Keury Almeida Galdino luciokeury@uerr.edu.br <p>Informações sobre a dinâmica espacial do ciclo hidrológico em áreas urbanas são essenciais para tomadas de decisões que visam evitar e/ou mitigarem impactos ambientais. O estudo teve por objetivo determinar os impactos relacionados à dinâmica do ciclo hidrológico na Área de Expansão Urbana-AEU da cidade de Boa Vista tomando como base a grande enchente de 2011. Foram mapeados 22,1 km<sup>2</sup> de matas ciliares e 35,6 km<sup>2</sup> de Áreas de Proteção Permanentes-APP, em ambas as margens do rio Caumé. As APPs sobrepõem 8,5 km<sup>2</sup> (30,6%) de áreas de matas ciliares. Valores médios estimados apontam que uma enchente semelhante à grande cheia de 2011 inundaria 24,6 km<sup>2</sup> da bacia do rio Cauamé, sendo 18,85 km<sup>2</sup> (76,0%) na margem esquerda e 5,96 km<sup>2</sup> (24,0%) na margem direita. A soma da precipitação anual dos meses de março, abril e maio explicaram 23,2% na variação dos valores das cotas altimétricas e 49,2% na variação dos valores de área inundada no período de 2000 a 2021. Os resultados servem como subsídio para políticas e futuros trabalhos visando o entendimento da dinâmica hidrológica do rio Cauamé e seus impactos ambientais na AEU da cidade de Boa Vista prevendo seu crescimento urbano para além da calha do rio.</p> 2023-12-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 PAULO BARNI, Robson Oliveira de Souza de Souza , Lúcio Keury Almeida Galdino https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/11381 Avaliação da sazonalidade da cobertura vegetal da mocrorregião da Chapa dos Veadeiros (Goiás) por meio de índices de vegetação 2021-05-06T20:03:53+00:00 Yunara da Silva Santos yunaraslv.ys@gmail.com Junner Cesar Matos Filho jcesarmatosfilho@gmail.com.br Elfany Reis do Nascimento Lopes elfany@csc.ufsb.edu.br José Carlos Souza jose.souza@ueg.br <p>Na microrregião da Chapada dos Veadeiros ocorrem as mais extensas áreas de vegetação de Cerrado preservadas no estado de Goiás. Assim, este estudo objetivou avaliar o comportamento espectral da cobertura vegetal da microrregião da Chapada dos Veadeiros, frente à influência da sazonalidade climática, por meio de índices de vegetação. Foram utilizadas imagens do sensor OLI/Landsat 8 para o cálculo do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI), o Fluxo de Carbono (CO2flux) e o Índice de Área Foliar (LAI). Foram utilizadas cenas dos meses de dezembro de 2016 e julho de 2017, que correspondem aos períodos úmido e seco. Os índices aplicados apresentaram padrão espacial com forte relação com a sazonalidade climática, com ênfase ao regime de chuvas, indicando importante redução do vigor, da área foliar e do fluxo de carbono do período úmido para o seco. A redução da fitomassa e do vigor vegetativo também variou de acordo com as distintas fitofisionomias de Cerrado encontradas na microrregião. Estudos como este podem contribuir para o monitoramento e avaliação das áreas de Cerrado, podendo ser utilizado como instrumento de gestão de áreas prioritárias para conservação da biodiversidade, especialmente em regiões onde ocorrem áreas contínuas desse bioma ainda preservadas.</p> 2023-12-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Yunara da Silva Santos, Junner Cesar Matos Filho, Elfany Reis do Nascimento Lopes, José Carlos Souza