A Escola Como Território Patológico: A crise da atenção e o adoecimento psíquico docente
Palavras-chave:
Território escolar, Trabalho docente, Adoecimento psiquico, Subjetivação NeoliberalResumo
O artigo analisa o adoecimento psíquico de professores na Região Metropolitana de Goiânia, fundamentado pela interrelação entre o materialismo histórico-dialético e a fenomenologia, caracterizando a escola pública como um território patológico marcado pelo autoritarismo e pela precarização do trabalho. A pesquisa aponta que as disputas em torno da educação, a plataformização do ensino e a lógica neoliberal impõem uma crise de sentido da escola, expressa na dificuldade de escuta e no “vampirismo burocrático”. Essas mudanças, como parte da constituição de uma mecanosfera neoliberal e de uma consequente crise da narração, têm impactado a autonomia pedagógica e a subjugado à lógica das métricas de avaliação e controle tecnológico. E todas essas transformações atingem em cheio os sujeitos na escala do corpo, comprometendo, inclusive, o bom andamento do processo ensino e aprendizagem.
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