“DOENÇA HOLANDESA”: ASPECTOS TEÓRICOS E EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS PARA A ECONOMIA BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.19093/res7211Palabras clave:
Economia Brasileira, “Doença Holandesa”, Taxa de Câmbio.Resumen
Esse artigo tem como objetivo verificar se a apreciação da moeda brasileira, observada na primeira década do século XXI, resultou da manifestação do fenômeno da “doença holandesa”, isto é, avaliar se essa apreciação foi consequência do aumento dos preços internacionais das commodities exportadas pelo Brasil, bem como do aumento das exportações dessas commodities, principalmente para os países populosos da Ásia. Inicialmente, apresenta-se a literatura econômica acerca do fenômeno da “doença holandesa”. Em seguida, realiza-se uma análise do caso brasileiro buscando-se evidenciar sintomas da manifestação da “doença holandesa” ao longo dos anos 2000. As análises empreendidas neste estudo permitiram identificar vários sintomas da manifestação da “doença holandesa” na economia brasileira.Referencias
BANCO CENTRAL DO BRASIL (BCB). Boletim do Banco Central do Brasil – Relatório Anual 2000. Brasília, v. 36, p. 111-192, 2000.
______. Boletim do Banco Central do Brasil – Relatório Anual 2001. Brasília, v. 37, p. 119-199, 2001.
______. Boletim do Banco Central do Brasil – Relatório Anual 2002. Brasília, v. 38, p. 111-193, 2002.
BARROS, Octávio de; PEREIRA, Robson Rodrigues. Desmistificando a tese da desindustrialização: reestruturação da indústria brasileira em uma época de transformações globais. In: BARROS, Octavio de; GIAMBIAGI, Fabio (Organizadores.). Brasil Globalizado. Rio de Janeiro: CAMPUS, 2008.
BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. Maldição dos recursos naturais. Folha de São Paulo, São Paulo, 06/06/2005.
______. Neutralização da doença holandesa. Jornal Valor Econômico, São Paulo, 31/05/2007a.
______. Tarifa x Câmbio. Folha de São Paulo, São Paulo, 02/07/2007b.
______. Doença holandesa e sua neutralização: uma abordagem ricardiana. In: BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. (Organizador). Doença holandesa e indústria. Rio de Janeiro: FGV, 2010a.
______. A tendência à sobreapreciação da taxa de câmbio no Brasil. In: BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. (Organizador). Crise Global e o Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 2010b.
BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos; MARCONI, Nelson. Existe doença holandesa no Brasil? In: BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. (Organizador). Doença holandesa e indústria. Rio de Janeiro: FGV, 2010.
CORDEN, W. Max. Booming Sector and Dutch Disease Economics: Survey and Consolidation. Oxford Economic Papers, v. 36, n. 3, 1984.
CORDEN, W. Max; NEARY, J. Peter. Booming Sector and De-industrialization in a Small Open Economy. The Economic Journal, v. 92, n. 368, 1982.
FURTADO, João. Muito além da especialização regressiva e da doença holandesa: oportunidades para o desenvolvimento brasileiro. Novos Estudos, n. 81, p. 33-46, julho/2008.
IPEADATA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Disponível em:. Acesso em: várias datas.
JANK, Marcos S.; NAKAHODO, Sidney N.; IGLESIAS, Roberto; MOREIRA, Marcelo M. Exportações: existe uma “doença brasileira”? In: BARROS, Octavio de; GIAMBIAGI, Fabio (Organizadores.). Brasil Globalizado. Rio de Janeiro: CAMPUS, 2008.
MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Disponível em: . Acesso em: várias datas.
NASSIF, André. Há Evidências de Desindustrialização no Brasil? Texto para Discussão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), 108, 2006.
NAKAHODO, Sidney Nakao; JANK, Marcos Sawaya. A Falácia da “Doença Holandesa” no Brasil. São Paulo: Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais, 2006, mimeo (Documento de Pesquisa).
PEREIRA, Edgard Antonio. Doença holandesa e falha no desenvolvimento econômico. In: BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. Doença holandesa e indústria. Rio de Janeiro: FGV, 2010.
RIBEIRO, Fernando J.; MARKWALD, Ricardo. A balança comercial sob o regime de câmbio flutuante. In: BARROS, Octavio de; GIAMBIAGI, Fabio (Organizadores.). Brasil Globalizado. Rio de Janeiro: CAMPUS, 2008.
SACHS, Jeffrey D; WARNER, Andrew M. Natural Resourses and Economic Development: the curse of natural resources. European Economic Review, n. 45, p. 827-838, 2001.
“The Dutch Disease”. The Economist, p. 82-83, nov. 1977.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Cómo citar
Licencia
Autores que publican en esta revista están de acuerdo con los siguientes termos:
- Autores mantienen derechos autorales y conceden a la revista el derecho de publicarla primero, con el artículo simultáneamente licenciado bajo la Atribución de Licensia Creative Commons, que permite compartir el trabajo con reconocimiento de autoría y publicación inicial en esta revista.
- Autores tienen autorización para asumir contratos adicionales simultáneamente, para distribución no-exclusiva de la versión del artículo publicada en esta revista (ex.: para publicar en repositorio institucional o como capítulo de libro), con reconocimiento de la autoría y publicación inicial en esta revista.
- Autores tienen permiso y son incentivados a publicar y distribuir su trabajo online (ex.: en repositorios institucionales o en sus propias páginas personales) a cualquiera momento antes o durante el proceso editorial, dado que eso puede generar cambios productivos, además de aumentar el impacto y la citación del trabajo publicado.