Big techs e a modulação da subjetividade na era do capitalismo de vigilância
Palavras-chave:
Capitalismo de vigilância, Governamentalidade algorítmica, Racionalidade neoliberal, SubjetividadeResumo
Na contemporaneidade, as big techs assumem um papel central na mediação das relações humanas, influenciando desde a economia até a política. Esse fenômeno suscita questões profundas sobre autonomia, liberdade e democracia no século XXI. Partindo de um referencial teórico que inclui Deleuze (1990), Dardot e Laval (2016), Rouvroy (2015; 2020) e Zuboff (2018; 2019), este trabalho analisa os efeitos dessas corporações na construção das subjetividades, investigando especificamente: (1) os mecanismos de modulação comportamental, (2) os filtros das chamadas bolhas informacionais e (3) a possível transformação da identidade em mercadoria. Metodologicamente, o estudo combina revisão bibliográfica interdisciplinar com análise de casos empíricos concretos. Os resultados revelam que a naturalização e a despolitização das novas tecnologias ocultam mecanismos de exploração e criam uma ilusão de liberdade de escolha para os indivíduos. Diante disso, conclui-se que, enquanto a sociedade permanecer sem alternativas emancipatórias às big techs, é necessário redefinir a relação com tais plataformas.