REFLEXOS DA INFORMALIDADE NA (DES)PROTEÇÃO SOCIAL DOS TRABALHADORES

Autores

Palavras-chave:

Trabalho Informal, Proteção Social, Seguridade Social, Estado Não-Democrático de Direito

Resumo

Construído por meio de um estudo teórico-bibliográfico, este artigo objetiva compreender o modo informal de trabalho e seus elementos explicativos a fim de levantar reflexões e contribuir com subsídios para o fortalecimento da proteção social. Para tanto, utilizou-se o método dialético-crítico fundamentado no materialismo histórico para problematizar as razões que levam os trabalhadores informais a estarem em tal condição de trabalho, assim como apresentar o impacto das políticas neoliberais na subjetividade da classe trabalhadora e a realidade da Seguridade Social em tempos de Estado Não-Democrático de Direito. Portanto, constatou-se que o trabalho é o elemento central que define os direitos que os usuários terão acesso e, a partir daí, determina o ingresso nas políticas sociais, evidenciando esta realidade como desafio para o Serviço Social na perspectiva de garantia de direitos.

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Biografia do Autor

Estêvão Yamin, Universidade Federal de Santa Maria

Graduando em Serviço Social (Universidade Federal de Santa Maria).

Juliana Carvalho Guedes, Universidade Federal de Santa Maria

Graduação em Serviço Social (Universidade Federal de Santa Maria). Assistente Social residente no Programa de Residência Integrada em Sistema Público de Saúde, com área de concentração Saúde da Família (Universidade Federal de Santa Maria).

Luisa Fernandes Cordeiro, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Graduação em Serviço Social (Universidade Federal de Ouro Preto). Mestra em Serviço Social (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul). Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Serviço Social (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

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Publicado

2021-10-08