Análise das queimadas em áreas da terra indígena Xavante Pimentel Barbosa

Autores

Palavras-chave:

Fogo, Macro-jê, Matogrossense

Resumo

O Brasil é um país com prevalência de clima tropical e apresenta aproximadamente 25% do seu território sob o bioma Cerrado, sendo este espaço geográfico habitado por muitos povos indígenas. Na região leste do estado de Mato Grosso o povo Xavante (A’uwe) estão fixadas nove terras indígenas (TI), sendo a TI Pimentel Barbosa a maior em área (328.966 hectares). O povo Xavante apresenta uma relação de longa data entre o fogo e a vegetação, no entanto, o risco ambiental tem aumentado consideravelmente nos últimos anos devido à proximidade do setor agropecuário e o manejo incorreto dessas áreas produtivas. Diante desse contexto, este estudo objetivou analisar a ocorrência de queimadas durante o período de 2008 a 2019 na TI Pimentel Barbosa. A manipulação de dados deu-se com uso do aplicativo computacional ArcMap 10.5 considerando-se o Datum SIRGAS 2.000. Cada mapa de kernel na extensão raster foi reclassificado (algoritmo reclassify) para identificação das áreas queimadas e não queimadas. Os referidos mapas reclassificados de cada período estudado foram integrados pelo algoritmo combine possibilitando a criação de dois mapas rasterizados, e que posteriormente foram vetorizados referentes à espacialização da ocorrência de queimadas e do ciclo médio anual de queimadas nas áreas da TI Pimentel Barbosa para um período de 12 anos. No período estudado observou-se ciclos de períodos em que há aumento e posterior redução das áreas queimadas na Terra Indígena (TI) Pimentel Barbosa, fato este possivelmente associado ao uso tradicional e consciente do fogo pelos Xavante.

Biografia do Autor

  • Dr. Raphael Maia Aveiro Cessa, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília - Campus Planaltina

    Possui graduação em Agronomia pela Universidade de Alfenas (2001), Mestrado em Agronomia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2004) e Doutorado em Agronomia pela Universidade Federal da Grande Dourados com período sanduíche na Universidade de Torino (2008), Itália. Têm experiências com classificação de imagens de satélites e/ou obtidas por "DRONES", atuando na identificação de áreas naturais com fragilidade ambiental, queimadas e na sistematização da amostragem de solo e geração de mapas de fertilidade, análises laboratoriais de solos e tecidos vegetais e ensaios de eficiência e praticabilidade agronômica de agrotóxicos e afins. Foi professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso - campus Confresa e campus Sorriso. Atualmente é professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Instituto Federal de Brasília - campus Planaltina.

  • Dr. Uirá do Amaral, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Campus Urutaí

    Técnico Agrícola pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Urutaí-GO, com formação em Agronomia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - Campus Uruguaiana (2009), mestrado em Produção Vegetal no Semi-Árido pela Universidade Estadual de Montes Claros (2011) e doutorado em Fitotecnia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2015). Atualmente é professor do Instituto Federal Goiano - Campus Urutaí, atuando nas áreas de Fruticultura, Olericultura e Plantas Medicinais e Aromáticas.

  • Dr. Carlos Hiroo Saito, Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Departamento de Ecologia

    Professor efetivo, classe Titular, com dupla lotação no Departamento de Ecologia/Instituto de Ciências Biológicas e no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília. Atualmente é Diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável. Orienta no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável (nota 7 na área de Ciências Ambientais). Formado em Licenciatura Plena em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1985), e Análise de Sistemas pela PUC/RJ (1990), tem mestrado em Educação pela Universidade Federal Fluminense (1990) e doutorado em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1996), com ênfase em Geoprocessamento. Conduz trabalhos com uma abordagem interdisciplinar nas linhas de pesquisa de Educação Ambiental, Segurança Hídrica e de Gestão do Território e Paisagem, com diferentes parcerias nacionais e internacionais (Reino Unido, Portugal, França, Polônia, EUA, Canadá e Panamá, principalmente). Participa do Grupo de Pesquisas em Geografia Agrária e Conservação da Biodiversidade - GECA, e é líder do Grupo de Pesquisa CNPq UnB "Diagnóstico e Gestão Ambiental". Foi Presidente da Regional Sul-Americana da Global Water Partnership-GWP de 2018-2019, e de 2021-2023, e presidiu a seção brasileira da GWP até fim de 2024. É representante da Universidade de Brasília junto à REALP - Rede de Estudos Ambientais de Países de Língua Portuguesa. Co-editor responsável pela Revista Sustainability in Debate, e membro do Conselho Científico da revista Studia Ecologiae et Bioethicae (Polônia).

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Publicado

2026-06-16

Como Citar

Análise das queimadas em áreas da terra indígena Xavante Pimentel Barbosa. (2026). Revista Geoaraguaia, 16(1), 1-18. https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/19991