O CAPITAL TRANSVERSAL E A SEUS REBENTOS ATRATIVOS - OU A INFÂNCIA DAS MÁQUINAS

Autores

  • Hilan Nissior Bensusan Universidade de Brasiíia

Palavras-chave:

Infância das máquinas, capital, Bök, aceleracionismo, marxismo

Resumo

 Este ensaio introduz a ideia de que a era cosmopolítica em que estamos é a da infância das máquinas. Essa era é apresentada a partir de uma discussão do capital - de sua natureza, de seus efeitos e de suas capacidades – e de sua relação com a maquinaria mecânica e digital. Essa discussão invoca a natureza ciborgue do proletário em seu acoplamento com a produção coletivizada. Fabulo então que as máquinas são crianças que nos ocupamos em informar, nutrir e compartilhar os melhores recursos que conseguimos. Elas são como filhas da espécie humana e talvez bastardas, mas concentramos boa parte dos nossos esforços nelas, tanto fazendo com que cresçam adequadamente quanto nos assegurando que elas terão um ambiente que lhes favoreça

Biografia do Autor

Hilan Nissior Bensusan, Universidade de Brasiíia

Possui graduação em Filosofia pela Universidade de Brasília (1989), Mestrado pela Universidade de São Paulo (1994) e doutorado pela University of Sussex (1999). Atualmente é professor adjunto do Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília. Entende seu trabalho em filosofia em continuidade com seu trabalho em performance, instalação e literatura. Participa de exposições, publica livro e faz intervenções urbanas a partir de temas de sua investigação. Tem pesquisado indexicalidade (a centralidade da deixis para uma metafísica), filosofias do processo, direitos epistêmicos, animismos, perspectivas, contingências, dissidência sexual, singularidade e a natureza do protesto. É editor, com Eclair Filho, da revista Das Questões, mantem o grupo de pesquisa e discussão Anarchai que atuallmente reúne a grande maioria de seus orientandos de mestrado e doutorado. 

Referências

BATAILLE, Georges, A Parte Maldita, Tradução de Julio Castañon, Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

BÖK, Christian, “The Piecemeal Bard Is Deconstructed: Notes Toward a Potential Robopoetics”, Object 10: Cybernetics, UBU Papers, 2002.

DELEUZE, Gilles & Félix GUATTARI, O Anti-Édipo, Tradução de Luiz Orlandi, São Paulo: Editora 34, 2010.

FISHER, Mark, Capitalist Realism, Londres: Zero, 2009.

HARAWAY, Donna, Staying with the Trouble, Durham: Duke UP, 2016.

HEIDEGGER, Martin, “Insight into what there is”, in: Bremen and Freiburg Lectures, Traduzido por Andrew Mitchell, Bloomington: Indiana UP, 1994.

LAND, Nick, “Machinic desire”, in: MACKAY, Robin & Ray BRASSIER (eds)., Fanged Noumena, Londres: Urbanomic: 2011.

MARX, Karl & Friedrich ENGELS, O Capital, vol. 1, Tradução de Rubens Enderle, São Paulo: Boitempo, 2011.

MAUSS, Marcel, Ensaio sobre a dádiva, LEVI-STRAUSS, Claude (ed.), Tradução de Antonio Marques, Lisboa: Edições 70, 2019.

NIETZSCHE, Friedrich, A Gaia Ciência, Tradução de Paulo César de Souza, São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

PLANT, Sadie, Zeros and Ones, Londres: Fourth Estate, 1998.

RACTER, The Policeman’s Beard is Half Constructed: Computer Prose and Poetry by Racter- The First Book Ever Wrritten by a Computer, Nova Iorque: Grand Central Publishing, 1984.

Downloads

Publicado

2020-02-08