O TRABALHO INFORMAL E SUA SUPOSTA AUTONOMIA: UMA MODALIDADE FLEXÍVEL DE EXPLORAÇÃO

Autores

  • Maria Augusta Tavares editorasustentavel@gmail.com
    UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Resumo

A orientação neoliberal, para legitimar as formas contemporâneas de exploração do trabalho, atribui aos trabalhadores uma autonomia que é negada pela realidade. Essa suposta autonomia explica o crescimento do self-employed, embora o conteúdo das relações (comando da produção, determinação do valor, tempo etc), demonstre uma expansão da informalidade, mediante adoção do salário por peça. Mas, por razões que nos parecem subjetivas, a ideia do self-employed é mais facilmente incorporada pelos trabalhadores que a de trabalho informal (historicamente, uma forma comum às economias atrasadas). Contudo, chamar trabalho informal de self-employed não é uma inocente imprecisão semântica, pois essa interpretação equivocada da realidade, tem implicações práticas e teóricas de consequências histórico-sociais. Tomando o trabalho, como unidade de referência, analisamos neste artigo a tendência à generalização do trabalho informal, no mundo e suas consequências histórico-sociais. Palavras-chave: Trabalho. Autonomia. Self-employed. Trabalho Informal.

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Biografia do Autor

Maria Augusta Tavares, UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Professora Voluntária do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Universidade Federal da Paraíba, Brasil; Investigadora do Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais, Lisboa.

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Publicado

2015-06-30

Como Citar

TAVARES, M. A. O TRABALHO INFORMAL E SUA SUPOSTA AUTONOMIA: UMA MODALIDADE FLEXÍVEL DE EXPLORAÇÃO. REVISTA DIREITOS, TRABALHO E POLÍTICA SOCIAL, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 39–58, 2015. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/rdtps/article/view/8739. Acesso em: 16 abr. 2024.