INSTITUCIONALIZAÇÃO DO TEMA DO TRABALHO ESCRAVO NA EDUCAÇÃO

A METODOLOGIA DO PROGRAMA ESCRAVO, NEM PENSAR!

Autores

DOI:

https://doi.org/10.56267/rdtps.v11i20.17654


Palavras-chave:

Trabalho escravo, Educação, Política pública, Prevenção, Institucionalização

Resumo

Este artigo analisa a metodologia de formação de servidores da educação sobre o tema do trabalho escravo do programa Escravo, Nem Pensar! (ENP!), da Repórter Brasil. O objetivo é verificar o impacto dessa abordagem, que enseja o engajamento das escolas, provocando as secretarias a incluir a temática de modo institucional na rede de ensino por meio de sua inclusão nos documentos curriculares. Para isso, é realizado um estudo das redes estaduais do Maranhão e de Tocantins, que receberam a formação do ENP! entre 2015 e 2021. A metodologia utilizada consiste na análise dos resultados dos projetos de formação por meio de publicações do programa sobre o tema e da realização de entrevistas semiestruturadas com atores relevantes. Conclui-se que a metodologia do ENP! contribui diretamente para a institucionalização do assunto. 

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Biografia do Autor

  • Rodrigo Teruel, Repórter Brasil

    Internacionalista pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista em Gestão Pública pelo Insper. É assessor de projetos do programa Escravo, nem pensar! da ONG Repórter Brasil.

  • Vitor Camargo de Melo, Repórter Brasil

    Antropólogo e mestre em Direitos Humanos e Cidadania pela UnB e doutorando em Ciência Política pela Unicamp. É analista de projetos do programa Escravo, nem pensar! da ONG Repórter Brasil.

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Publicado

2025-03-26

Como Citar

INSTITUCIONALIZAÇÃO DO TEMA DO TRABALHO ESCRAVO NA EDUCAÇÃO: A METODOLOGIA DO PROGRAMA ESCRAVO, NEM PENSAR!. REVISTA DIREITOS, TRABALHO E POLÍTICA SOCIAL, [S. l.], v. 11, n. 20, p. 1–22, 2025. DOI: 10.56267/rdtps.v11i20.17654. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/rdtps/article/view/17654. Acesso em: 30 mar. 2025.