ATIVISMO DE MULHERES NEGRAS EM CUIABÁ-MT

TRABALHO, SOLIDARIEDADE E ESTRATÉGIAS EM TEMPOS DE COVID-19

Autores

DOI:

10.56267/rdtps.v8i14.13370

Palavras-chave:

Movimento de Mulheres Negras, Trabalho, Racismo

Resumo

 Há na cidade de Cuiabá-MT 551.098 habitantes dos quais 281.894 são mulheres, destas 180.851 são mulheres negras (IBGE, 2012), mas essa representatividade não está presente nos espaços institucionalizados da sociedade e aparecem nos dados estatísticos em posição desfavorável. Assim, este artigo busca refletir as relações sociais e o cotidiano das mulheres negras pertencentes a Movimentos de Mulheres Negras de Cuiabá-MT (MMNC), com o objetivo de compreender suas significações sobre racismo e trabalho e quais as estratégias desenvolvidas para superar as violências e desigualdades sofridas, em especial durante pandemia da COVID-19. Esta reflexão é fruto de um estudo exploratório de abordagem qualitativa. Participaram do estudo cinco mulheres negras pertencentes a dois MMNC: o Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (IMUNE) e o Coletivo de Mulheres Negras (COMUN). Toda a investigação está apresentada em dissertação de mestrado intitulada: Violências contra mulheres negras - significações e ativismo dos movimentos de mulheres negras em Cuiabá-MT (LIMA, 2022). A pandemia da COVID-19 evidenciou a extrema violência e as desigualdades sociais que a ideologia racista impõe sobre as mulheres negras. Os MMNC reconhecem os desafios do atual cenário e enfrentam o momento com resistência, fomentando discussões sobre as políticas públicas adotadas pelo governo e seus impactos para a população negra.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Simone Aparecida Ribeiro Lima, Universidade Federal de Mato Grosso

Mestranda do programa de pós-graduação do Instituto de Saúde Coletiva ISC/UFMT. Graduação em enfermagem-UFMT. Ativista do movimento de mulheres negras.

Cassia Maria Carraco Palos, Universidade Federal de Mato Grosso

Doutorado em Saúde Pública- FSP-USP. Graduação em Ciências Sociais- PUC/SP. Prof.ª Dr.ª do programa de pós-graduação do instituto de Saúde Coletiva ISC/UFMT.

Referências

BONFIM, V. M. S. A. identidade contraditória da mulher negra brasileira: bases históricas. In: NASCIMENTO, E.L. Organizador. Afrocentricidade uma abordagem epistemológica inovadora. São Paulo: Selo Negro; 2009.

DIEESE- Boletim Especial do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Boletim Especial - Desigualdade entre negros e brancos se aprofunda durante a pandemia; 2020. [Acesso em 08 de dezembro de 2021]. Disponível em: https://www.dieese.org.br/boletimespecial/2020/boletimEspecial03.html

CARNEIRO, S. Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América latina a partir de uma perspectiva de gênero; 2011. [Acesso em 08 de dezembro de 2021]. Disponível em: https://www.geledes.org.br/enegrecer-o-feminismo-situacao-da-mulher-negra-na-america-latina-partir-de-uma-perspectiva-de-genero/

CARNEIRO, S. Mulheres em movimento. Revista Estudos Avançados. vol.17, n.49, pp. 117-133; 2003.

CRENSHAW, K. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista Estudos Feministas, Florianópolis; 2002.

GOHN, M. G. Movimentos sociais e ações coletivas no Brasil em 2020 com a COVID-19: solidariedade, protestos, conflitos, confrontos e interpretações teóricas. UNICAMP-UFABC-CNPq; 2020.

GUIMARÃES, A.S.A. Como trabalhar com raça em sociologia. Educação e Pesquisa. Vol. 29 n° 1 São Paulo; 2003.

IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Brasileiro de 2010. Rio de Janeiro: IBGE; 2012.

MUNANG, K. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica; 2008.

IPEA - Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça 1995-2015. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) et al., organizadores. Brasília, DF: IPEA; 2017. [Acesso em 24 de junho de 2021]. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/170306_retrato_das_desigualdades_de_genero_raca.pdf

SAFFIOTI, H.I.B. Rearticulando gênero e classe social. In: COSTA, A. BRUSCHINI, C. Organizadores. Uma questão de gênero. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos; 1992.

SKIDMORE, T. Preto no Branco: Raça e Nacionalidade no Pensamento Brasileiro. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 1976.

IPEA-Textos para discussão. Os desafios do passado no trabalho doméstico do século XXI: reflexões para o caso brasileiro a partir dos dados da Pnad contínua. Instituto de pesquisa econômica aplicada (IPEA). PINHEIRO, L. et al, organizadores. Brasília-DF: IPEA;2019. [Acesso em 24 de junho de 2021]. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_2528. pdf

Downloads

Publicado

2022-06-15

Como Citar

APARECIDA RIBEIRO LIMA, S.; CARRACO PALOS, C. M. ATIVISMO DE MULHERES NEGRAS EM CUIABÁ-MT: TRABALHO, SOLIDARIEDADE E ESTRATÉGIAS EM TEMPOS DE COVID-19. REVISTA DIREITOS, TRABALHO E POLÍTICA SOCIAL, [S. l.], v. 8, n. 14, p. 16-38, 2022. DOI: 10.56267/rdtps.v8i14.13370. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/rdtps/article/view/13370. Acesso em: 6 fev. 2023.