Nação, Ancestralidade e Vozes de Terreiro: o cantar de Angola
DOI:
https://doi.org/10.59917/288kg731Palavras-chave:
Linguagem Afro-indígena, Encruzilhada, EducaçãoResumo
Analisa-se a relação entre linguagem, ancestralidade e nação, investigando como o racismo se inscreve no campo do sagrado e da educação por meio de apagamentos históricos das populações negras e indígenas no Brasil. O estudo tem como foco as figuras de Pretos Velhos(as) e Caboclos(as) nas religiosidades afro-indígenas, compreendendo-as como vozes de terreiro que tensionam narrativas hegemônicas da nação brasileira. Objetiva-se compreender de que modo essas entidades operam como agentes de uma epistemologia linguística de resistência, instaurando outras formas de dizer, ensinar e existir. A metodologia é qualitativa, de base bibliográfica e análise discursiva, articulando referenciais da educação para as relações étnico-raciais, da pedagogia das encruzilhadas, da amefricanidade e da interseccionalidade do feminismo negro. Os resultados indicam que a linguagem se constitui como território de disputa simbólica, no qual oralidade, memória e espiritualidade se entrelaçam como práticas formativas. Conclui-se que essas entidades atuam como agentes pedagógicos e políticos, promovendo fissuras na colonialidade do saber e contribuindo para uma educação antirracista e à reconfiguração da ideia de nação.
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