Nação, Ancestralidade e Vozes de Terreiro: o cantar de Angola

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59917/288kg731


Palavras-chave:

Linguagem Afro-indígena, Encruzilhada, Educação

Resumo

Analisa-se a relação entre linguagem, ancestralidade e nação, investigando como o racismo se inscreve no campo do sagrado e da educação por meio de apagamentos históricos das populações negras e indígenas no Brasil. O estudo tem como foco as figuras de Pretos Velhos(as) e Caboclos(as) nas religiosidades afro-indígenas, compreendendo-as como vozes de terreiro que tensionam narrativas hegemônicas da nação brasileira. Objetiva-se compreender de que modo essas entidades operam como agentes de uma epistemologia linguística de resistência, instaurando outras formas de dizer, ensinar e existir. A metodologia é qualitativa, de base bibliográfica e análise discursiva, articulando referenciais da educação para as relações étnico-raciais, da pedagogia das encruzilhadas, da amefricanidade e da interseccionalidade do feminismo negro. Os resultados indicam que a linguagem se constitui como território de disputa simbólica, no qual oralidade, memória e espiritualidade se entrelaçam como práticas formativas. Conclui-se que essas entidades atuam como agentes pedagógicos e políticos, promovendo fissuras na colonialidade do saber e contribuindo para uma educação antirracista e à reconfiguração da ideia de nação.

Biografia do Autor

  • Waldenis Pereira da Trindade Júnior, UFMT/PPGEL

    Licenciado em Letras Português/Inglês pela Universidade Centro de Ensino Superior de Maringá (UNICESUMAR, 2022) e graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel, 2022). Atualmente é Mestrando em Estudos de linguagem pelo Programa de Pós-Graduação na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), onde integra o LaPSuli/UFMT (Laboratório de Psicanalise, Subjetividades e Linguagens), e o NEPRE/UFMT (Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Étnico-Raciais e Educação). Atua como professor na rede básica de ensino e possui experiência como docente de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e de Língua Inglesa em cursinhos populares. Desenvolve pesquisas voltadas à literatura afro-brasileira, religiosidades amazônidas, decolonialidade, identidade, memória, e práticas pedagógicas antirracistas. É integrante do projeto de extensão de leitura de literaturas afro-indígenas, KillomboAldeya/UFMT, voltado para a valorização de epistemologias e escritas marginalizadas.

  • Henrique de Oliveira Lee, UFMT/PPGPSI

    Professor Associado III do Departamento de Psicologia da UFMT. Professor efetivo e membro fundador do Programa de Pós-Graduação em Psicologia, mestrado, campus Cuiabá e do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem onde atua como orientador de mestrado e doutorado. Realizou estágio de pós- doutoral na University of California at Irvine no Comparative Literature Department e no Critical Theory Institute. Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2003), mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (2007), doutorado em Literatura Comparada (2011) neste mesmo programa. Realizou estágio PDEE com bolsa da CAPES como pesquisador associado na University of California at Irvine (2010). Na área da Teoria Literária pesquisa principalmente os seguintes temas: Autobiografia, Teoria da Ficção, Antropologia Literária. Na área da Psicologia Institucional pesquisa através da Psicanálise as interfaces entre clínica e práticas institucionais e política

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Publicado

2026-11-05

Como Citar

Nação, Ancestralidade e Vozes de Terreiro: o cantar de Angola. Polifonia, [S. l.], v. 33, n. 62, 2026. DOI: 10.59917/288kg731. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/polifonia/article/view/21570. Acesso em: 6 nov. 2026.