Do mar à terra: (no caminho d)a escrevivência poética de Olinda Beja

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59917/vdy3hn47


Palavras-chave:

Olinda Beja, escrevivência, literatura diaspórica

Resumo

Neste artigo, tem-se por objetivo analisar de que modo os poemas Ancestralidade e Raízes, de Olinda Beja, incorporam aspectos da escrevivência, conceito formulado por Conceição Evaristo. O estudo se justifica pela necessidade de fortalecimento das pesquisas sobre a literatura afrodiaspórica, cuja inserção no ensino é prevista na legislação brasileira, bem como por dar visibilidade a uma produção ainda marginalizada no cânone literário, neste caso, de autoria de uma escritora negra em diáspora. A investigação parte de uma abordagem qualitativa, de caráter interpretativo, articulando a leitura dos textos poéticos também às discussões sobre identidade cultural, tempo espiralar e afrocentricidade do sujeito afrodiaspórico. A análise evidencia que a poética de Olinda Beja mobiliza a memória ancestral como elemento estruturante, configurando uma escrita que ultrapassa o âmbito individual e se inscreve como expressão coletiva. Nos poemas, a ancestralidade manifesta-se como presença viva, continuamente atualizada no presente, revelando uma articulação entre experiência, memória e linguagem. Desse modo, conclui-se que a escrita de Olinda Beja se aproxima da escrevivência ao reinscrever, na linguagem poética, vivências diaspóricas e processos de construção identitária, contribuindo para a valorização das literaturas afrodiaspóricas e para a ampliação de perspectivas críticas no campo literário.

Biografia do Autor

  • Alex Bruno Oliveira Silva, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

    Mestrando em Estudos de Linguagem e Graduado em Letras - Língua Portuguesa (2021) pela Universidade Federal de Mato Grosso. Especialista em Ensino de Língua Portuguesa pela Faculdade Líbano (2024). De 2017 a 2024, atuou como Assistente de Aluno no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso - Câmpus Rondonópolis, tendo desempenhado a função de Chefe de Gabinete entre 2021 e 2024. Atualmente, está como Técnico em Assuntos Educacionais na Universidade Federal de Mato Grosso.

  • Elyane Jayrla Castro da Costa, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

    Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Mato Grosso (2010). Pós-graduação em Auditoria em Sistemas de Saúde (2015) e Saúde Indígena (2016). Possui graduação em Letras Português/ Literatura pela Universidade Federal de Mato Grosso (2018). Mestra em Estudos de Linguagem pelo Programa de Pós-graduação em Estudos de Linguagem da Universidade Federal de Mato Grosso, na área de concentração Estudos Literários, linha de pesquisa Literatura, Sociedade e Identidades. Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação de Estudos de Linguagem, UFMT. Atualmente é professora na rede estadual, na disciplina de Língua Portuguesa.

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Publicado

2026-11-05

Como Citar

Do mar à terra: (no caminho d)a escrevivência poética de Olinda Beja. Polifonia, [S. l.], v. 33, n. 62, 2026. DOI: 10.59917/vdy3hn47. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/polifonia/article/view/21532. Acesso em: 6 nov. 2026.