RECORDANDO MANUEL...

Autores

  • Jorgelina Corbatta Wayne State University

Palavras-chave:

Evocação autobiográfica, Marco político e sociocultural, Migração, Crítica literária

Resumo

Neste artigo evoca-se a Manuel Puig desde uma perspectiva autobiográfica, inscrita dentro de um marco político e sociocultural. A narração começa nos anos 60 na Argentina, época de liberação e utopia, que inclui a presença determinante do Instituto Di Tella em Buenos Aires (happenings, pop art, manifestos artístico-políticos), a psicanálise, a revolução cubana. Dentro dessas coordenadas políticas e socioculturais, aparecem os primeiros romances de Puig, A traição de Rita Hayworth e Boquitas pintadas. O segundo momento tem como lugar Viedma, depois do golpe de estado (1976-1983), com o fechamento de cursos universitários, censura, repressão, tortura e morte (“desaparecidos”). Lá, o fenômeno Manuel Puig é reciclado mediante a circulação do radioteatro Boquitas pintadas em emissoras de rádio organizadas pela autora, com o apoio da Dirección de Cultura de Río Negro, na qual trabalha. Refletindo o itinerário vital de Puig (Buenos Aires/México), a autora translada da Argentina a Medellín, cidade na qual, durante uma extensa visita e convidado pela Universidad de Antioquia, Puig lhe concede uma reportagem de repercussão internacional (“Encuentros com Manuel Puig”). Inicia-se, assim, uma amizade, cimentada em um recíproco sentimento de orfandade e exílio, presente no intercâmbio epistolar. Háverá outro encontro, na Universidade de Pittsburgh, na qual a autora escreve sua tese de doutorado sobre Puig, e daí surge uma segunda reportagem, mais breve. O artigo inclui menções à crítica literária de sua autora sobre a obra de Puig.

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Publicado

2021-06-10