USO DAS GEOTECNOLOGIAS NO MAPEAMENTO DA COBERTURA E USO DA TERA E NA ANÁLISE DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTES NA MICROBACIA HIDROGRÁFICA DO CÓRREGO COQUEIRO, MUNICÍPIO DE PONTALINA – GO

Autores

  • Renato Adriano Martins Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Campus Sudeste.
  • Samara Pereira Costa Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Campus Sudeste.
  • Hariany Maria Martins Silva Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Campus Sudeste.
  • Eduardo Vieira dos Santos Universidade Federal de Mato Grosso.
  • Roniel Santana de Oliveira Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Campus Sudeste.

Palavras-chave:

Uso da terra, Matas de galerias, Degradação.

Resumo

As Áreas de Preservação Permanentes (APP) são fitofisionomias, feições e/ou lugares que, por possuírem grande importância para o equilíbrio ambiental, são protegidos por leis específicas e não podem ser submetidos à intervenção antrópica descomedida. São vários os elementos naturais reconhecidos por lei como sendo de preservação permanente, dentre eles, dois se destacam, as matas ripárias e as nascentes que, mesmo sendo protegidas por leis específicas, sofrem constantemente intervenções antrópicas, o que tem provocado sérios problemas de ordem ambiental, principalmente nos cursos de água. Dessa forma, essa pesquisa teve como objetivo central realizar o levantamento detalhado do uso e cobertura da terra e das condições ambientais das APPs na microbacia do córrego Coqueiro. Para tal, lançou-se mão das geotecnologias, pincipalmente do Sistema de Informação Geográfica e de produtos de sensoriamento remoto. A pesquisa evidenciou que os usos na microbacia são: 52,4% pastagem; 43,23% Cerrado; 4,97% agricultura. Em relação às APPs, 67,61% encontram-se preservadas, enquanto 31,67 % estão ocupadas por pastagem. Pelo que ficou comprovado na pesquisa, a modernização e o avanço das práticas agrícolas redirecionaram o uso da terra na área de estudo onde, nos últimos anos, a intervenção humana redefiniu e redesenhou a paisagem local, Sendo que as áreas de Cerrado preservado estão presentes nos topos e nas bordas dos morros, enquanto as regiões menos acidentadas e os fundos de vale foram fortemente ocupados. Esta ocupação não respeitou a legislação ambiental vigente que protege as APPs, o que agrava a situação de degradação ambiental verificada na microbacia hidrográfica do córrego Coqueiro.

Biografia do Autor

Renato Adriano Martins, Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Campus Sudeste.

Professor Doutor da Universidade Estadual de Goiás, Curso de Geografia.

Samara Pereira Costa, Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Campus Sudeste.

Graduanda em Geografia da Universidade Estadual de Goiás (UEG).

Hariany Maria Martins Silva, Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Campus Sudeste.

Graduanda em Geografia da Universidade Estadual de Goiás (UEG).

Eduardo Vieira dos Santos, Universidade Federal de Mato Grosso.

Professor Doutor da Universidade Federal de Mato Grosso, ISCH/CUA/Geografia.

Roniel Santana de Oliveira, Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Campus Sudeste.

Graduando em Geografia da Universidade Estadual de Goiás (UEG).

Referências

AGRÍCOLA, J. M. A. Resíduos sólidos gerados por lavouras de soja no município de Pontalina - GO: desenvolvimento rural e sustentabilidade. 154f. Dissertação (Mestrado em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente) - UniEVANGÉLICA, Goiânia, 2008.

BARCELOS, J. H. et al. Ocupação do leito maior do ribeirão Claro por habitações. Sociedade e Natureza, Uberlândia, v. 7, p. 129-145, jan./dez. 1995.

BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória nº 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, 28 maio 2012a. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm. Acesso em: 3 out. 2014.

COSTA, R. A.; SOUZA, M. O. de. A Geomorfologia ambiental aplicada ao ordenamento territorial do município de Morrinhos - GO: contribuição ao estudo da paisagem. Projeto de Pesquisa: Relatório final das atividades. UEG. Morrinhos, 2005.

EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA - EMBRAPA. Sistema

brasileiro de classificação de solos. Brasília: EMBRAPA/SPI, 2006.

FAUSTINO, J. Planificación y gestión de manejo de cuencas. Turrialba: CATIE, 1996.

GOIÁS. Sistema estadual de estatística e de informações geográficas de Goiás: banco de dados. Disponível em: http://www.sieg.go.gov.br/. Acesso em: 22 dez. 2019.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais. Manual Técnico de Pedologia. 3. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2015. (Manuais Técnicos em Geociências, 4)

______. Carta Topográfica. Folha SE-22-X-D-IV, Morrinhos; escala 1:100,000. IBGE, 1974.

______. Carta Topográfica. Folha SE-22-X-C-VI, Joviânia; escala 1:100,000. IBGE, 1974.

______. Cidades. 2017. Disponível em: http://www.ibge.gov.br. Acesso em: 08 out. 2019.

LACERDA FILHO J. V. et al. Geologia e recursos minerais do estado de Goiás e do Distrito Federal – Relatório do Mapa Geológico do Estado de Goiás – Escala 1:500.000. Goiânia: CPRM/METAGO/UnB, 1999.

MARCUZZO, F. et al. Chuvas no estado de Goiás: análise histórica e tendência futura. Acta Geográfica, Boa Vista, v. 6, n. 12, p. 125-137, mai./ago. 2012. Disponível em: http://revista.ufrr.br/index.php/actageo/article/view/702. Acesso em: 06 nov. 2014.

MAMEDE, L. Geomorfologia. In: BRASIL. Departamento Nacional de Produção Mineral.

Projeto RADAMBRASIL: Folha SE.22 Goiânia. Rio de Janeiro: DNPM, 1983. p. 349-412.

(Levantamento de Recursos Naturais; 31).

MARTINS, R. A. Uso do geoprocessamento no estudo integrado das Áreas de Preservação Permanente nos municípios de Morrinhos e Caldas Novas (GO). 2010. 171f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2010.

METAGO. Zoneamento ecológico-econômico da microrregião do Meia Ponte. Goiânia: Convênio SEA – PR/SEMARH-GO. N. 011/96, v. I e II, 1999.

MOREIRA, M. L. O. et al. Geologia do estado de Goiás e Distrito Federal. Escala 1:500.000. Goiânia: CPRM/SIC –FUNMINERAL, 2008.

SIEG – Sistema Estadual de Estatística e de Informações Geográficas de Goiás. Relatório do Mapa de Solos do Plano Diretor da Bacia do Paranaíba. Disponível em: http://www.sieg.go.gov.br/. Acesso em 20 de jan. 2020.

STRAHLER, A. N. Hypsometric (area-altitude) analysis and erosional topography, Geological Society of America Bulletin, v. 63, p. 1117-1142, 1952.

Downloads

Publicado

2020-06-29

Edição

Seção

Artigos