INCLUSÃO DE GRÃOS DE LINHAÇA E PERÍODOS DE TERMINAÇÃO NAS CARACTERÍSTICAS QUANTITATIVAS DE CARCAÇAS DE OVELHAS DE DESCARTE

Autores

  • Ana Cláudia Radis
  • Edicarlos Oliveira Queiroz
  • Natália Holtz Alves Pedroso Mora
  • Francisco de Assis Fonseca de Macedo

Resumo

O crescimento do rebanho de ovinos para produção de carne tem gerado excedente de animais descartados para o abate e ainda não há preocupação dos produtores quanto a qualidade do produto ofertado por animais acima de dois anos de idade em relação aqueles classificados como jovens. Realizou-se este estudo para avaliar a inclusão de grãos de linhaça e os períodos de terminação nas características quantitativas de ovelhas de descarte. Foram utilizadas 96 ovelhas de descarte com predominância racial Santa Inês, com peso corporal inicial médio de 37,65 ± 6,98 kg, distribuídas por peso e condição corporal em 12 tratamentos. Os tratamentos constavam da interação entre proporção de linhaça (0,5%, 10% e 15%) e dias de confinamento (30, 45 e 60 dias) em delineamento inteiramente casualizado, em arranjo fatorial 4 x 3. As análises estatísticas das variáveis estudadas foram realizadas utilizando-se o programa PROC MIXED (SAS Institute, 2004) a 5% de significância. Considerou-se a proporção de inclusão de grão de linhaça, períodos de confinamento, a relação entre estes e o peso inicial como covariável. O rendimento comercial de carcaça aumentou com o período de confinamento das ovelhas, variando de 43,44 a 49,17%. Observou-se aumento na porcentagem de lombo em relação aos dias de confinamento. Houve aumento para as variáveis espessuras J e C do músculo Longissimus dorsi conforme os dias de confinamento dos animais, sendo os maiores valores 6,20 e 3,50 mm. Verificou-se que a inclusão de 15% de linhaça na ração das ovelhas pode ser considerada excessiva, pois foi o tratamento que apresentou o menor consumo. Para as características quantitativas da carcaça de ovelhas de descarte, recomenda-se a utilização entre 5 e 10% de inclusão de grãos de linhaça por um período de 37 dias.

Biografia do Autor

Ana Cláudia Radis

Doutora em Zootecnia, docente no Instituto Federal do Paraná – Irati – ana.radis@ifpr.edu.br

Edicarlos Oliveira Queiroz

Doutor em Zootecnia, Docente UNIR/RO – queirozed@unir.br – correspondência

Natália Holtz Alves Pedroso Mora

Doutora em Zootecnia, Docente UNIVAR/MT – natalia.mora@hotmail.com

Francisco de Assis Fonseca de Macedo

Doutor em Zootecnia Docente aposentado UEM/PR – fafmacedo@uem.br

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Publicado

2020-10-17