A Teoria Econômica do Crime e a Teoria da Complexidade: as bases para um ensaio sobre a natureza da corrupção no Brasil

Autores

DOI:

10.19093/res5025

Palavras-chave:

Corrupção – Complexidade – Teoria do Crime

Resumo

O ensaio que aqui é apresentado se fundamenta em algumas teorias da economia comportamental, em aspectos econômicos do direito e em elementos teóricos que sustentam a necessidade da prática de governança e do compliance em ambientes complexos, com objetivo de compreender a natureza da corrupção no Brasil, sua relação com a formação cultural do País e com diversas condutas de nossas organizações (públicas e privadas). A corrupção recebe aqui um tratamento despolitizado, qualitativo e embasado que visa entender sua origem e características que assume ao longo do tempo. O ensaio indaga sobre os limites do esforço para erradica-la das relações entre a iniciativa privada e o setor público nacional, seu impacto sobre o desenvolvimento socioeconômico e como definir meios para reparar o dano que provoca para a sociedade brasileira. 

Biografia do Autor

Ronaldo Rangel, Fundação Getulio Vargas (IDE-FGV)

Doutor em Desenvolvimento Econômico pela Unicamp. Professor da disciplina Complexidade do Ambiente Empresarial no PosT-MBA da Fundação Getulio Vargas

Daniel Henrique Paiva Tonon, Fundação Getulio Vargas (IDE-FGV)

Mestre em Administração pela UniFMU. Professor da disciplina Compliance e Gestão de Risco no PosT-MBA da Fundação Getulio Vargas

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Publicado

2017-07-28

Como Citar

Rangel, R., & Tonon, D. H. P. (2017). A Teoria Econômica do Crime e a Teoria da Complexidade: as bases para um ensaio sobre a natureza da corrupção no Brasil. Revista De Estudos Sociais, 19(38), 86-105. https://doi.org/10.19093/res5025

Edição

Seção

Artigos