Sangue Negro, de Noémia de Sousa, e a poesia como espaço de afirmação do Ser Negro Africano

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59917/s2t0jt04


Palavras-chave:

Literatura Africana, Negritude, Colonialismo

Resumo

O presente artigo analisa a obra Sangue Negro (1951), da poeta moçambicana Noémia de Sousa, destacando sua relevância como marco da poesia de resistência no contexto do colonialismo português em Moçambique. A partir de uma abordagem crítica ancorada nos estudos pós-coloniais e decoloniais, investiga-se como a autora constrói uma poética da negritude, afirmando identidades negras e denunciando os mecanismos de opressão colonial. O poema “Sangue Negro”, em particular, é examinado como espaço simbólico de reivindicação da ancestralidade africana, da memória coletiva e da luta por liberdade. Conclui-se que a obra se configura como um instrumento político e estético de insurgência, contribuindo para a consolidação de uma literatura africana comprometida com a emancipação cultural e identitária.

Biografia do Autor

  • Claudia Letícia Gonçalves Moraes, Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

    Doutora em Literatura e Práticas Sociais pela UnB. Docente da Universidade Federal do Maranhão - UFMA

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Publicado

2026-11-05

Como Citar

Sangue Negro, de Noémia de Sousa, e a poesia como espaço de afirmação do Ser Negro Africano. Polifonia, [S. l.], v. 33, n. 62, 2026. DOI: 10.59917/s2t0jt04. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/polifonia/article/view/21541. Acesso em: 6 nov. 2026.