Sangue Negro, de Noémia de Sousa, e a poesia como espaço de afirmação do Ser Negro Africano
DOI:
https://doi.org/10.59917/s2t0jt04Palavras-chave:
Literatura Africana, Negritude, ColonialismoResumo
O presente artigo analisa a obra Sangue Negro (1951), da poeta moçambicana Noémia de Sousa, destacando sua relevância como marco da poesia de resistência no contexto do colonialismo português em Moçambique. A partir de uma abordagem crítica ancorada nos estudos pós-coloniais e decoloniais, investiga-se como a autora constrói uma poética da negritude, afirmando identidades negras e denunciando os mecanismos de opressão colonial. O poema “Sangue Negro”, em particular, é examinado como espaço simbólico de reivindicação da ancestralidade africana, da memória coletiva e da luta por liberdade. Conclui-se que a obra se configura como um instrumento político e estético de insurgência, contribuindo para a consolidação de uma literatura africana comprometida com a emancipação cultural e identitária.
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