Poesia, Cordel, Dramaturgia e História: Historicidade da linguagem poética no texto Cavaleiro do Destino (1976)

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DOI:

https://doi.org/10.59917/v0etem56


Resumo

As manifestações artísticas e a culturais passaram por repressões e censuras no período de ditadura militar, que demonstram o caráter autoritarista do período, sendo o teatro um dos grandes afetados. Com isso, a peça de teatro “Cavaleiro do Destino” escrita por Tácito Borralho e Josias Sobrinho, em 1976, torna-se uma fonte de pesquisa cara para entendermos o período. “Cavaleiro do Destino” interseciona personagens do folclore maranhense com a utilização de uma característica marcante nas falas das personagens, que é a poesia e fala ritmada. Com isso, neste trabalho, objetivamos analisar a dramaturgia de Borralho, observando como a poesia desempenha uma função narrativa, mas também a compreender a utilização da poesia para se contar a história. A metodologia utilizada se baseia na análise dramatúrgica da peça de “Cavaleiro do Destino”, onde procuramos entender seu tempo e seu local de produção, bem como quem a fez. Com isso notamos que as falas ritmadas das personagens têm uma forte inspiração nos saberes da cultura popular maranhense, produzindo uma obra de caráter combativo dentro do contexto do teatro do Maranhão, que deriva dos cordéis. Com isso, concluímos que a poesia não é apenas um elemento textual, mas que serve como forma do dramaturgo escrever intrinsecamente sobre sua cultura na obra, movimento feito para saudar a memória e a identidade maranhense.

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Publicado

2026-11-05

Como Citar

Poesia, Cordel, Dramaturgia e História: Historicidade da linguagem poética no texto Cavaleiro do Destino (1976). Polifonia, [S. l.], v. 33, n. 62, 2026. DOI: 10.59917/v0etem56. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/polifonia/article/view/21534. Acesso em: 6 nov. 2026.