Retornos e partidas: as muitas diásporas narradas por mulheres negras
DOI:
https://doi.org/10.59917/grzpnq55Palavras-chave:
Romances escritos por mulheres negras., Diáspora., Escravidão.Resumo
A história das populações negras no Brasil é marcada por deslocamentos espaciais que acompanham suas trajetórias, desde o sequestro de seus ascendentes no período escravocrata até aos deslocamentos em território brasileiro, empreendidos na busca de melhores condições econômicas e do acesso à terra para cultivo, ou apenas o seu uso para habitação. As narrativas de mulheres negras, em sua maioria, estão focadas em sujeitos diaspóricos, pois, ao falarem de sua ancestralidade, da sua descendência de pessoas que foram submetidas à escravidão, fazem referência a sujeitos em diáspora, seja ela, a diáspora forçada materializada no sequestro dessas pessoas de seus países na África, seja a diáspora vivida dentro do Brasil, na busca pelo direito de possuir e/ou ocupar um espaço para fazer dele um lugar, destacando como o movimento do corpo simboliza a ocupação do espaço. A análise dos espaços representados nos romances, escritos por mulheres negras, evidencia uma grande movência espacial dos personagens e protagonistas em buscas pessoais e coletivas pela história de suas origens, pelo direito a uma vida menos desafiadora, pelo acesso à educação, por um lugar de fala legitimado. O objetivo desta análise é apresentar, em romances escritos por mulheres negras no Brasil, as motivações diaspóricas empreendidas pela população negra no Brasil. Como aporte teórico a pesquisa parte do estudo das discussões do espaço na literatura em romances de autoria negro feminina brasileira. Trata-se de uma pesquisa de natureza básica, quanto aos procedimentos técnicos, adotando-se uma pesquisa bibliográfica, fundamentada em obras e estudos já publicados.
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