O uso de 'o mesmo' como mecanismos anafórico na escrita administrativa setecentista de Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.59917/btn6n461Palavras-chave:
emprego anafórico de ‘o mesmo’, manuscrito setecentista, Minas Gerais colôniaResumo
Neste artigo, nosso objetivo é discutir que o emprego de 'o mesmo' como mecanismo anafórico não é exclusivo do PB contemporâneo e que seu uso reomenta, pelo menos, aomséculo XVIII. A metodologia utilizadampartiu da transcrição diplomática de um manuscrito, exarado em 1796, em Minas Colônia, o qual se refere a um juramento dos louvados, parte constituinte de um inventário post mortem, do qual foram extraídosdados para análise. A partir da discussão da anaforicidade de 'o mesmo', seja por gramáticos, seja por linguistas, tais dados foram analisados e cotejados com a pesquisa feita por Souza (2021) que analisou, diacronicamente, esse emprego. Os resultados mostraam que essa locução também era utilizada no século xviii e que o tipo de anáfora mais recorrente é a direta. Além disso, tais resultados que as críticasmque esse uso recebe por diferentes entidades perdem força, porque se trata de um emprego que possui uma justifictiva histórica e discursiva.
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