Gatunos e larápios no jornal A Tarde de 1914: a representação do agente de crimes de apropriação nas colunas policiais da Bahia no início do século XX
DOI:
https://doi.org/10.59917/q2f3n157Palavras-chave:
Análise do discurso, Coluna policial, Agente do roubo.Resumo
Propomos, por meio do presente artigo, uma discussão acerca do modo da construção discursiva da imagem do agente do roubo em notícias das colunas policiais do jornal A Tarde, que foi veiculado nos meses de junho, julho e agosto do ano de 1914. A teoria seguida por nós para a realização deste trabalho foi a Análise de Discurso de Michel Pêcheux, buscando-se, desta forma, analisar as condições de produção e a ideologia às quais foram submetidas as referidas notícias. Para tanto, nós recorremos a autores que versam sobre a Análise do Discurso de linha francesa e sobre as questões inerentes ao discurso jornalísticos, a fim de investigarmos a relação existente entre língua, ideologia e história, no que tange ao nosso corpus constituído, mencionado anteriormente, para a fundamentação teórica do nosso trabalho. Diante das descobertas a partir do estudo empreendido, pudemos concluir que as colunas policiais do jornal A Tarde de 1914 construíam discursivamente a imagem do agente do roubo de maneira estigmatizada, refletindo e até reforçando ideologias de punição e de classe da sociedade baiana do início do século XX, através de escolhas lexicais, ironias e juízos de valor que influenciavam a percepção do leitor.
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