Do Joystick à Tela: Transcriação e Intermidialidade no Filme Pixels
DOI:
https://doi.org/10.59917/8a9x7y36Palavras-chave:
Sinpolic, intermidialidade, transgressão da imersão.Resumo
Com a temática da transgressão da imersão (Murray, 2003), o objetivo deste trabalho é apresentá-la sob a ótica do filme Pixels (2015). Por meio da inversão poética, dada pela transformação de jogos eletrônicos clássicos dos anos 1980 em agentes de destruição no mundo real, a narrativa desloca o jogo do espaço do entretenimento para o campo da experiência estética. Ainda que em uma realidade ficcional, a reflexão sobre os limites entre real e a virtualidade é promovida pela metáfora que caracteriza as mídias contemporâneas, na qual o sujeito passa a habitar o universo digital de forma simbólica e sensorial. Através da análise interpretativa da narrativa fílmica observamos como Pixels expõe uma manifestação intermidial que explora o jogo como experiência estética e como metáfora da imersão contemporânea. A estética pixelizada que permeia o filme constitui uma materialidade poética, na medida em que converte o pixel, unidade mínima da imagem digital, em linguagem visual e signo expressivo. A partir de autores como Rajewsky (2005), Manovich (2005) e Murray (2003) compreende-se de que maneira o filme reconfigura a linguagem digital em discurso estético, além do diálogo intermidial entre o cinema e os jogos eletrônicos.
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