Okazajo e a sátira como um meio de resistência na luta de classes
DOI:
https://doi.org/10.59917/vph6jh68Palavras-chave:
espetáculo, sátira, paródia, resistência políticaResumo
Com este artigo, temos o objetivo de refletir sobre o papel da comédia, paródia e da sátira no trabalho da companhia Okazajo de Imperatriz-Maranhão. Consideramos o riso provocado pelo espetáculo como uma das formas mais acessíveis de representar o cotidiano e levar o público a perceber as mazelas sociais. Para ajudar-nos a compreender a função pedagógica do riso, retomamos os estudos sobre a origem do gênero comédia, a partir da Parábase em Aristófanes, e tomamos como objeto de análise o espetáculo “A melhor comédia do mundo”, da companhia Okazajo em Imperatriz - Maranhão. Com enredos em sua maioria, criados a partir de adaptações em forma de paródia, a companhia traz em seu repertório, a crítica às diversas formas de preconceito, bem como aos padrões sociais encenados por personagens tipo, como a “família tradicional brasileira”, o “político honesto” e o “cidadão de bem”. Pelo riso despertado nos tipos de personagens, que dão vida aos dilemas cotidianos de muitos lares que abrigam a base da pirâmide social, descortina-se anseios, tabus e preconceitos nas tramas da vida real. Para ancorar a nossa proposta, recorremos a Boal (2013 [1977]); Cândido (1988); Bosi (1996); Pavis (1996); Ryngaert (1998); Duarte (2000); Minois (2003); Suassuna (2013); Auerbach (2015), e Eagleton (2019). Como resultados, nota-se que a sátira e a párodia realizada pela Okazajo critica as mazelas sociais contemporâneas, além disso o fácil acesso a essa obra pode ser um importante meio para o ensino e a discussão de questões político-sociais atuais em sala de aula.
