POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A EDUCAÇÃO DO CAMPO EM MATO GROSSO - BRASIL

Autores

  • Euzemar Fatima Lopes Siqueira
  • Onélia Carmem Rossetto Universidade Federal de Mato Grosso -UFMT Grupo de Pesquisas em Geografia Agrária e Conservação da Biodiversidade do Pantanal -GECA/UFMT
  • Sebastião Ferreira Souza

Resumo

O Estado de Mato Grosso possuía, em 2010, cerca de 3.035.122 habitantes, dos quais 552.321 residiam em áreas rurais (IBGE, 2010). São os povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária; enfim, trabalhadores de áreas urbanas e rurais com acesso ou não à posse da terra. No imaginário coletivo da sociedade brasileira e mato-grossense, o campo ficou caracterizado como um espaço prosaico atrasado, sem probabilidade futura, fadado a acabar, dando lugar à modernização associada ao urbano. Como correlato, o retrato que se tem dos estudantes que vivem no campo é de uma parcela de pessoas com defasagem idade/ano escolar em virtude do ingresso tardio, das frequentes reprovações e interrupção dos estudos para a utilização da mão de obra nos trabalhos de produção familiar. Contestando esse fato, traduzido em estereótipos negativos, o campo é um lugar de vida, cultura, trabalho e obstinação, com uma organização com a intenção de se ter um projeto de desenvolvimento que contemple a justiça social equalizada para dos que vivem no e do campo. Diante do quadro descrito, o objetivo do presente artigo é discorrer sobre as Políticas Públicas para a Educação do Campo no Estado de Mato Grosso, demonstrando como a formação inicial e continuada para os educadores e educadoras se tornam uma estratégia para a consolidação e aprimoramento do processo de reforma agrária.

Palavras-chave: Políticas Públicas; Educação do Campo; Camponeses; Reforma Agrária

Biografia do Autor

Onélia Carmem Rossetto, Universidade Federal de Mato Grosso -UFMT Grupo de Pesquisas em Geografia Agrária e Conservação da Biodiversidade do Pantanal -GECA/UFMT

Departamento de Geografia

Área  de Atuação - Geografia Agrária e Conservação da Biodiversidade

Publicado

2016-09-01

Edição

Seção

Artigos