Currículo-leira: preparando a terra para plantio de uma Educação em Ciências na Amazônia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59621/flovet.2026.v4.n15.e2026003


Palavras-chave:

Agricultura , Experimentação, Saber amazônico, Plantações, Mulheres

Resumo

O artigo propõe o currículo-leira, inspirado na agricultura amazônica, como prática educativa em Ciências enraizada nos saberes locais. A partir da vivência com mulheres agricultoras do Careiro-AM, defende uma abordagem pós-crítica que valoriza a diversidade, a subjetividade e a experimentação. O currículo-leira é visto como solo fértil para integrar saberes ancestrais e científicos, promovendo escuta, partilha e construção coletiva de conhecimentos. Destaca o protagonismo das mulheres amazônidas como guardiãs de saberes e agentes de transformação. Seus efeitos incluem autonomia, valorização de epistemologias locais e criação de novos modos de ensinar e aprender, conectados ao tempo, território e cultura da floresta. O currículo é apresentado como espaço de resistência, cuidado e reinvenção para uma educação em Ciências que floresça na Amazônia. 

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Biografia do Autor

  • Maria Juciléia da Silva Lima, Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

    Professora no curso de MAGISTÉRIO de 1 a 4 série pelo Centro Educacional Bandeirante (1987) cursou PSICANÁLISE INTEGRATIVA pelo Centro de Estudos Psicoemocionais Holístico no Amazonas - CEPH (2010), LICENCIADA EM LETRAS PORTUGUÊS E LITERATURAS DA LINGUA PORTUGUESA (100919) pela Universidade Luterana do Brasil (2012), Especialista em METODOLOGIA DO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E SUAS LITERATURAS pela Universidade do Estado do Amazonas - UEA (2015). Atualmente PROFESSORA efetiva da SEDUC-AM lotada na Escola Estadual Senador Fábio Lucena em Careiro - AM. Mestranda no Mestrado Acadêmico em Educação em Ciências na Amazônia do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências na Amazônia - PPGEEC, da Escola Normal Superior da Universidade do Estado do Amazonas.

  • Caroline Barroncas de Oliveira, Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

    Possuo graduação em Normal Superior pela Universidade do Estado do Amazonas-UEA (2007). Especialização em Supervisão Educacional pela Universidade Federal do Amazonas-UFAM (2008). Especialização em Gestão para o Etnodesenvolvimento (Antropologia) pela Universidade Federal do Amazonas-UFAM (2008). Mestrado em Ensino de Ciências na Amazônia pela Universidade do Estado do Amazonas-UEA (2010). Doutorado em Educação em Ciências e Matemática pela Rede Amazônica em Educação em Ciências e Matemática / REAMEC-UFMT; UFPA e UEA, (2020). Coordenei o Curso de Licenciatura em Pedagogia da Escola Normal Superior - ENS/UEA (2021-2023). Atualmente estou coordenadora do Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências na Amazônia - PPGEEC/UEA, professora Adjunta do Curso de Licenciatura em Pedagogia e do PPG em Educação em Ciências na Amazônia da UEA. Vice-líder do Grupo de Estudos e Pesquisa Vidar em In-tensões, mobilizando pesquisas e projetos de extensão em currículos vivos com as gentes dos rios e das florestas, bem como articulando parcerias regionais, nacionais e internacionais com pesquisadores que investigam em um viés multi e interdisciplinar processos em Educações, Arte, Ciências e Saberes Ancestrais.

  • Lucinete Gadelha da Costa, Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

    Graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas (1995), Especialização em Educação Popular (1998), Mestrado em Educação pela Universidade Federal do Amazonas UFAM (2001), Doutorado em Educação - Universidade Federal da Paraíba (2012) e Pós-doutorado em Educação pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Professora Associada da Universidade do Estado do Amazonas- UEA, vinculada ao curso de Pedagogia, membro permanente do Programa de Pós-graduação em Educação em Ensino de Ciências na Amazônia, Programa de Pós-Graduação de Educação da UEA e Programa de Pós-graduação em Educação na Amazônia Rede Educa Norte. Líder do Grupo de Estudo e Pesquisa em Formação de Professores para a Educação em Ciências na Amazônia (GEPEC/UEA). Participante do Comitê Estadual da Educação do Campo e Fórum Nacional da Educação do Campo (FONEC). Membro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED) com experiência na área da Educação nos seguintes temas: Currículo, Formação docente, Prática pedagógica, Educação popular, Educação do campo, Educação de jovens e adultos, Gestão educacional e Ensino de Ciências.

  • Daniela Franco Carvalho, Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

    Sou licenciada em Ciências Biológicas (1997) com doutorado em Educação (2006). Tudo pela Universidade Estadual de Campinas. Recentemente me tornei professora titular no Instituto de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia, onde atuo desde 2008. Na pós-graduação em Educação (PPGED/UFU) trabalho a disciplina Conexões entre a Biologia e a Arte Contemporânea e pesquiso sobre museus, divulgação científica e ecofeminismo, tendo como referencial teórico a obra do filósofo russo Mikhail Bakhtin. Coordeno o Museu de Biodiversidade do Cerrado, com propostas educativas ambientais em parceria com o Núcleo Agroecológico Carinhosa, e lidero o grupo de pesquisa amplia - amálgama em educação, ciência e arte.

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Publicado

2026-01-18

Edição

Seção

Artigos - Etnobotânica

Como Citar

Currículo-leira: preparando a terra para plantio de uma Educação em Ciências na Amazônia. FLOVET - Boletim do Grupo de Pesquisa da Flora, Vegetação e Etnobotânica, [S. l.], v. 4, n. 15, p. e2026003, 2026. DOI: 10.59621/flovet.2026.v4.n15.e2026003. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/flovet/article/view/20752. Acesso em: 6 maio. 2026.