TECAMEBAS (TESTACEAE) EM MATO GROSSO, BRASIL: DIVERSIDADE, DISTRIBUIÇÃO E LACUNAS NO CONHECIMENTO REGIONAL

Autores

  • Wilian Piccirilli wilian.piccirilli@sou.ufmt.br
  • Thaynara de Moraes Lima email.nao@informado
  • Edna Lopes Hardoim email.nao@informado
  • Márcia Teixeira de Oliveira email.nao@informado

Resumo

A produção científica sobre tecamebas em ambientes aquáticos continentais brasileiros permanece concentrada em poucas regiões, resultando em lacunas expressivas de informação em escala regional, especialmente no estado de Mato Grosso, apesar da elevada diversidade de ecossistemas aquáticos. Diante desse contexto, o objetivo deste estudo foi organizar e sintetizar a produção científica disponível sobre tecamebas no estado de Mato Grosso, com foco exclusivamente descritivo, sem pretensão analítica. A busca foi realizada entre fevereiro e maio de 2025 em múltiplas fontes bibliográficas e acadêmicas, incluindo artigos científicos, dissertações, teses e outros trabalhos acadêmicos com registros do grupo no estado. Os estudos selecionados foram organizados em uma base de dados contendo informações sobre tipo de produção, ano de publicação, instituição de origem, municípios amostrados, ambientes estudados e composição taxonômica. Ao todo, foram registradas 161 táxons de tecamebas, com predominância das famílias Difflugiidae, Arcellidae e Centropyxidae. A produção científica mostrou-se fortemente concentrada em áreas próximas à região metropolitana de Cuiabá e em ambientes associados ao Pantanal Norte, evidenciando lacunas espaciais significativas em outras regiões do estado. Os resultados delineiam o estado atual do conhecimento sobre o grupo em Mato Grosso e evidenciam a necessidade de ampliação dos estudos, especialmente em regiões pouco investigadas e com abordagens integrativas, contribuindo para a consolidação do conhecimento sobre a diversidade de Testacea em ambientes aquáticos continentais.

Biografia do Autor

  • Wilian Piccirilli

    Graduando do Curso de Ciências Biológicas. Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT. Campus Cuiabá. 

  • Thaynara de Moraes Lima

    Graduanda do Curso de Ciências Biológicas. Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT. Campus Cuiabá. 

  • Edna Lopes Hardoim

    Docente do Departamento de Botânica e Ecologia da Universidade Federal de Mato Grosso. Instituto de Biociências. UFMT

  • Márcia Teixeira de Oliveira

    Docente do Departamento de Botânica e Ecologia da Universidade Federal de Mato Grosso. Instituto de Biociências. UFMT

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Publicado

26-06-2026