História, ficção e gênero na narrativa audiovisual de O dia que durou 21 anos e Memórias Clandestinas

Autores

  • Vitória Azevedo da Fonseca UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI

Palavras-chave:

história, ficção, documentário

Resumo

Neste artigo propomos uma análise comparativa dos filmes documentários O Dia que durou 21 anos e Memórias Clandestinas a partir da categoria de “gênero” como ponto de partida para uma reflexão sobre formas possíveis de narrar o passado considerando a possibilidade da construção de engajamentos afetivos para a ação no presente. O debate em torno da facticidade ou ficcionalidade das narrativas historiográficas abre espaço para apostar em outros desafios: a mobilização do público para o engajamento e ação no presente. A partir da comparação das construções narrativas dos filmes citados, o primeiro com uma proposta narrativa que pode ser identificada com a história científica e o segundo com uma proposta narrativa que enfoca outros atores e outras subjetividades, refletimos sobre outras formas possíveis de narrar o passado histórico.

Biografia do Autor

Vitória Azevedo da Fonseca, UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI

Possui graduação em História pela Universidade Estadual de Campinas (1999), graduação em Licenciatura em História pela Universidade Estadual de Campinas (1999), graduação em Pedagogia pela Universidade Metropolitana de Santos (2017), mestrado em História pela Universidade Estadual de Campinas (2003) e doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (2008). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil e ensino de História, atuando principalmente nos seguintes temas: cinema e história, pesquisa histórica, filmes históricos, cinema e adaptação cinematográfica, recepção e ensino 

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Publicado

2020-04-02