O trabalho com a oralidade por meio do gênero poema na educação infantil

Autores

  • Diogo Fernando dos Santos diogof.santos@globo.com
    Universidade de Taubaté
  • Maria José Milharezi Abud m.jose.abud@uol.com.br
    Universidade de Taubaté - UNITAU

Palavras-chave:

educação infantil, linguagem oral, poema

Resumo

O objetivo de nosso estudo foi especificar o trabalho da oralidade na Educação Infantil, usando o gênero poema como conteúdo principal.  Baseamo-nos nas contribuições teóricas da BNCC (BRASIL, 2018), de Vigotski (2009), de Schneuwly (2004), dentre outros autores. Metodologicamente, procedemos à pesquisa bibliográfica e à apresentação de uma proposta de atividades didáticas de como trabalhar com o gênero poema em sala de Educação Infantil. Desse modo, esta pesquisa se divide em duas seções. Na primeira, apresentamos as definições trazidas pela BNCC (BRASIL, 2018) no trato com o ensino da linguagem oral na educação infantil e percorremos algumas ideias abordadas por teóricos que validam o trabalho da oralidade. Na segunda seção, detalharemos o gênero poema para apresentar uma proposta didática para o desenvolvimento do poema escolhido. Os resultados mostraram que a ideia do trabalho com a linguagem oral, enquanto conteúdo, precisa ser sistematizada, ter uma coerência e um direcionamento pautado em objetivos claros pensados pelo próprio professor.

Biografia do Autor

Diogo Fernando dos Santos, Universidade de Taubaté

Mestrado em Linguística Aplicada pela Universidade de Taubaté (UNITAU). Especialista em Gramática e Uso pela mesma universidade. Especialista em Alfabetização pelo Instituto de Ensino Vera Cruz. Graduação em Pedagogia pela Faculdade de Pindamonhangaba.  

Maria José Milharezi Abud, Universidade de Taubaté - UNITAU

Doutorado e Mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e graduação em Pedagogia e em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Taubaté. Docente e pesquisadora do Programa de Mestrado em Linguística Aplicada da Universidade de Taubaté. Temas em que atua: formação de professores; cognição, afetividade e linguagem; ensino da leitura e da escrita na fase inicial de escolarização.

Referências

BRÄKLING, K. L. Orientações didáticas fundamentais sobre as expectativas de aprendizagem de língua portuguesa. Governo do Estado de São Paulo. Secretaria da Educação. CGEB: Coordenadoria de Gestão da Educação Básica, ago. 2013. Disponível em: http://www.educacao.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/documentos/963.pdf. Acesso em: 08 maio 2017.

BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília, DF: MEC; SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/a-base. Acesso em: 10 maio 2018.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil / Secretaria de Educação Básica. – Brasília, DF: MEC, SEB, 2010.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto; Secretária de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília, DF: MEC/SEF, v. 3, 1998.

COELHO, N. N. Literatura infantil: teoria, análise, didática. São Paulo: Moderna, 2000.

COSCARELLI, C. V. Inferência: afinal o que é isso? Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2003. Disponível em: http://bbs.metalink.com.br/~icoscarelli/publica.htm. Acesso em: 22 maio 2017.

CRUZ, D. S. Rimas e desenvolvimento da consciência fonológica no 1º ciclo. 2016. 62 f. Dissertação (Mestrado em Educação Pré-escolar e Ensino no 1º Ciclo do Ensino Básico) ̶ Departamento de Educação e Psicologia. Universidade de Aveiro, Portugal, 2016.

GOMES, H. S. Análise de texto: teoria e prática. 11. ed. São Paulo: Atual, 1991.

LERNER, D.; LEVY, H.; LOBELLO, S. Tomar la palabra, escuchar y hacerseescuchar. Lengua Documento de trabajo nº 5 de Actualización curricular. Buenos Aires: Dirección de Curricula. Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires, 1999.

LOPES-ROSSI, M. A. G.; RENDA, V. L. B. de S. Sequência didática para leitura de poema como contribuição ao ensino de Língua Portuguesa. Diálogo das Letras, Pau dos Ferros, v. 06, n. 01, p. 287-3003, jan./jun. 2017.

OLIVEIRA, Z. de M. R. de. Campos de experiências: efetivando direitos e aprendizagens na educação infantil. São Paulo: Fundação Santillana, 2018.

PAES, J. P. Olha o Bicho! São Paulo: Ática, 2002.

SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. Os gêneros escolares: das práticas de linguagem aos objetos de ensino. In: SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. (org.). Gêneros orais e escritos na escola. 3. ed. Tradução e organização: Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004. p. 61-78.

SCHNEUWLY, B. Palavra e ficcionalização: um caminho para o ensino da linguagem oral. In: SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. (org.). Gêneros orais e escritos na escola. 3. ed. Tradução e organização: Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004. p. 109-124.

VIGOTSKI, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. Tradução: José Cipolla Neto, Luís Silveira Menna Barreto, Solange Castro Afeche. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

VIGOTSKY, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. Tradução de Paulo Bezerra. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2009.

VIGOTSKI, L. S. Quarta aula: a questão do meio na pedologia. Tradução Márcia Peleggi Vinha. São Paulo: Psicologia USP, São Paulo, v. 21, n. 4, p. 681-701, 2010.

Publicado

2021-03-25

Como Citar

SANTOS, D.; MILHAREZI ABUD, M. J. O trabalho com a oralidade por meio do gênero poema na educação infantil. Polifonia, [S. l.], v. 27, n. 48, 2021. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/polifonia/article/view/11181. Acesso em: 21 jun. 2024.

Edição

Seção

Outros lugares