O pensamento de Miguel de Unamuno sobre a Modernidade: europeização, urbanização e progresso

Márcia Romero Marçal

Resumo


O fim do século XIX, no Ocidente, corresponde a uma profunda crise de consciência em que os grandes ideais do Iluminismo, como o progresso permanente, a autonomia do sujeito, a soberania da razão, a liberdade de ação e expressão, são questionados por um espírito crítico e cético, que busca, nas artes, escaparda objetividade do positivismo, abarcando o inconsciente e a subjetividade. A crítica à Modernidade, portanto, era realizada por pensadores, artistas e literatos a partir de perspectivas diferentes que, muitas vezes, recuperavam um mundo tradicional como ideal para um projeto novo de sociedade. Na Espanha, a famosa crise do fin de siglo era acompanhada por igual angústia, mal-estar e pessimismo, uma visão de mundo niilista euma tendência à boemia. Nesse artigo, circunscrevemos o objeto de estudo a três ensaios de Miguel de Unamuno, escritor espanhol finissecular, com o intuito de examinar sua concepção da Modernidade, que nos oferece,de certa maneira, sua feição ideológica e estética e seu lugar em relação ao Modernismo hispano. Em termos metodológicos, adotamos:a tese de que existem duas modernidades em confronto destrutivo mútuo, a modernidade social e econômica e a modernidade estética; e a perspectiva de que os modernistas e os escritores da Generacióndel 98 pertencem a um mesmo grupo de escritores finisseculares, cujo esforço comum de renovação estética ante os problemas da Modernidade e os apelos do Modernismo representa o traço de unidade entre os mesmos, não obstante suas particularidades temáticas, ideológicas e formais.


Texto completo:

pdf

Referências


AGUINAGA, Carlos Blanco. Afirmación e inseguridad burguesas: La generación del 98. In:Historia social de la literatura española. 3ª ed. Madrid: Akal, 2000, p. 136-198.

AGUINAGA, Carlos Blanco. Juventud del 98. 1ª ed. Madrid: Siglo XXI de España Editores, 1970.

AZORÍN. La Generación de 1898. In:Clásicos y Modernos. 4ª ed.Buenos Aires: Editorial Losada, 1952.

BARBUDO, Antonio Sánchez. Miguel de Unamuno – el escritor y la crítica. Madrid: Taurus ediciones, 1980.

BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar – a aventura da modernidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

BROWN, G. G., RICO, Francisco (Coord.). Historia de la Literatura Española 6/1 – El siglo xx. 16ª ed. Barcelona: Ariel, 1998.

CALINESCU, Matei. Cinco caras de la modernidad – modernismo, vanguardia, decadencia, kitsch, postmodernismo. 1ª ed. Madrid: Ed. Tecnos (Anaya), 1987.

CARDWELL, Richard A. ¿Es posible todavía seguir hablando de Generación del 98?.In: IV SIMPOSIO REGIONAL DE ACTUALIZACIÓN CIENTÍFICA DIDÁCTICA DE LENGUA ESPAÑOLA Y LITERATURA, 1998, Granada. Actas. Literatura Culta y Popular en Andalucía. Granada: Elio Antonio de Nebrija,2003, p. 15-42.

DÍAZ, Elías. El antiprogresismo unamuniano. In:MAINER, José-Carlos (Ed.), RICO, Francisco (Coord.) Historia y Crítica de la Literatura Española – Vol. 6 - Modernismo y 98 – Primer Suplemento. Barcelona: Crítica, 1994, p. 248-253.

DÍAZ-PLAJA, Guillermo. Modernismo frente a noventa y ocho. Madrid: Espalsa-Calpe S. A., 1951.

ENTRALGO, Pedro Laín. La Generación del 98. Buenos Aires: Espasa Calpe, Colección Austral, 1947.

FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

FOX, E. Inman. El concepto de la Generación de 1898 y la historiografía literaria. In: X CONGRESO DE LA ASOCIACIÓN INTERNACIONAL DE HISPANISTAS, 1989, Barcelona. Actas, v. 2. Barcelona: 1992, p.1761-1770.

GARCÍA, DordeCuvardic. (2009). El debate Modernismo Generación de 98. Disponível em: .Acessoem: 20 de outubro de 2018.

GULLÓN, Ricardo. La invención del 98 y otros ensayos. Madrid: Gredos, 1969.

MACKLIN, J. Modernismo y novela en la España finisecular. Revista Ínsula, n. 487, p. 22-23, 1987.

MAINER, José-Carlos (Ed.), RICO, Francisco (Coord.). Historia y Crítica de la Literatura Española – Vol. 6 - Modernismo y 98. Barcelona: Crítica, 1980.

MÁRQUEZ, Antonio Romero. Pensamiento político de Unamuno. (Selección de textos y estudio preliminar de Elías Díaz). In: Cuadernos Hispanoamericanos, Madrid: n. 203, p. 487-492, 1966.Disponívelem: . Acesso em: 15 de setembro de 2018.

MARTÍNEZ, José Luis Gómez. Krausismo, Modernismo y Ensayo. In SCHULMAN, Ivan A. (Ed.). Nuevos Asedios al Modernismo. Madrid: Taurus, 1987, p. 210-226.

ONÍS, Federico de. Sobre el concepto de Modernismo.InCASTILLO, Homero. Estudios críticos sobre Modernismo. Madrid: Editorial Gredos, 1968, p. 35-42.

PINEDO, Javier. (1998). Ser otro sin dejar de ser uno mismo. España, Identidad y Modernidad en la Generación del 98.Disponível em http://universum.utalca.cl/contenido/index-98/pinedo.pdf. Acesso em: 23 de março de 2017.

ROSENFELD, Anatol. Reflexões sobre o romance moderno.InTexto/contexto I. São Paulo: Perspectiva, 1996, p. 75-97.

SALINAS, Pedro. La literatura española siglo xx. Madrid: Alianza, 1970.

SHAW, Donald L..(1982). Hacia una interpretación sociológica de la generación del 98. Disponível em http://cvc.cervantes.es/literatura/aih/pdf/04/aih_04_2_061.pdf .Acessoem: 10 de janeiro de 2018.

SHAW, Donald. La Generación del 98. Madrid: Cátedra, 1977.

SCHULMAN, Ivan A. (Ed.). Nuevos Asedios al Modernismo. Madrid: Taurus, 1987.

UNAMUNO, Miguel de. Sobre la europeización (Arbitrariedades). In Ensayos – Tomo I. Madrid: Aguilar, 1951, p. 901-920.

_______ Ciudad y campo (de mis impresiones de Madrid). In Ensayos – Tomo I. Madrid: Aguilar, 1951, p. 361-377.

_______ La vida es sueño (Reflexiones sobre la regeneración de España). In Ensayos – Tomo I. Madrid: Aguilar, 1951, p. 227-236.

_______ En torno al casticismo. Buenos Aires: Editora Espasa-Calpe Argentina, 1952.

VIU, V. Cacho. Ortega y el espíritu del 98. Revista de Occidente, Madrid, n. 48-49, p. 9-52, 1998.

WEBER, Max. Economía y sociedad. Trad. José Medina Echavarría et. al..

México: Fondo de Cultura Económica, 2002.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


          
 

                           

 

 
contador de acesso grátis Acessos

 

PERIÓDICO POLIFONIA
Universidade Federal de Mato Grosso/Cuiabá-MT/Brasil
Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens – Mestrado e Doutorado
Instituto de Linguagens – Piso 2, sala 42. Av. Fernando Corrêa da Costa, 2.367, Boa Esperança, Cuiabá-MT. CEP: 78.060-900
(65)3615.8408 – Fax: (65)3615.8418
http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/polifonia
polifoniapa@gmail.com

 

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

 

Design e editoração eletônica